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Então, sobre o tal boicote americano a motores de foguete russos...

Lembra quando noticiamos que os EUA tinham banido a compra de motores de foguete russos usados nos lançadores de satélites americanos? Então…

2 anos atrás

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Uns anos atrás, quando a gente achava que o relacionamento EUA/Rússia estava ruim, alguns congressistas americanos descobriram que a indústria espacial pesada dos EUA dependia de motores de foguete made in russia.

Eles não conseguiram se satisfazer com a ironia de que os satélites espiões dos EUA eram lançados com motores construídos por russos para equipar mísseis que deveriam destruir os EUA. Até compreensivelmente acharam complicado depender de seu maior inimigo em algo tão estratégico. Só que em vez de investir pesado em alternativas nacionais, correram para o chilique, e Moscou foi atrás, ameaçando de boicote, etc.

Há alguns motores em desenvolvimento mas além de caríssimo, não vão chegar ao mercado tão cedo. Enquanto isso o Congresso havia baixado um Decreto banindo a importação de novos motores. Parecia um impasse e até eu levei a sério. Tolinho.

Agora que a poeira baixou, vamos aos fatos: o BE-4, motor que está sendo desenvolvido pela Blue Origin do Jeff Bezos e a ULA com sorte fará o primeiro vôo de teste em 2019. O AR-1, da Aerojet Rocketdyne tem o mesmo ano como meta mas está bem mais atrás em seu desenvolvimento.

Enquanto isso a Rússia, que adora tirar onda mas gosta mais ainda de dinheiro no bolso continua feliz em prover aos decadentes capitalistas ocidentais os meios para que a espionem. O resultado? 2017 será o ano em que os EUA MAIS COMPRARÃO motores russos.

Serão 11 RD-180 para o Atlas V e mais 4 RD-181 para o Antares, que vai voltar a voar finalmente.

Ou seja: Guerra Fria ou Quente, Discursos, Ameaças geram manchetes mas no fundo no fundo o que importa são os Negócios.

Fonte: Space Diary.

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