Análise: Monitor LG W2353V

Há empresas que sabem escolher suas assessorias de imprensa. A LG, por exemplo. Enquanto nós aqui do Meio Bit praticamente imploramos  aos  fabricantes que nos enviem hardware para o teste, a “Lucky Goldstar” nos procurou perguntando se estávamos interessados em um monitor, mais especificamente o Flatron W2353. Imaginem a resposta…

W53_resized Se é verdade que a primeira impressão é a que fica, a definição em uma única palavra seria: bonito. Muito bonito. Tão bonito que as especificações técnicas quase ficaram para trás: são 23’’ (Wide), resolução de 1920×1080 pixels, brilho de 300 cd/m², ângulo de visão de 170 graus, tempo de resposta de 2ms (usando conexão DVI), tela anti-reflexiva, frequência horizontal de até 83kHz e vertical de até 75Hz (DVI/Analógica) ou 61Hz (HDMI).

O consumo de energia é de 47W, tem entradas DVI, HDMI e D-Sub e pesa 4,5kg. As especificações completas estão disponíveis aqui. Já comentei que é bonito?

Este modelo (V) vem com uma saída para fone de ouvido na parte traseira, ao lado do conector D-Sub mas, como não tenho uma saída HDMI disponível por estes dias, não pude testar (só DVI mesmo).

A taxa de contraste é alardeada como  sendo uma das maiores (senão a maior) disponível neste segmento de mercado: 50.000:1. No entanto, é o tal “contraste dinâmico”, mais ou menos como a potência PMPO dos equipamentos de áudio. Como não tenho equipamento próprio para testar (uma DSLR resolveria o caso), fico com o a “inspeção visual” e neste quesito, o monitor é realmente muito bom. Aliás, um efeito relativamente comum em monitores LCD grandes, a diferença de brilho entre o centro e a borda, não existe neste modelo: o brilho é perfeitamente uniforme.

Na canto direito inferior, estão os “botões” de ajuste. Coloquei entre aspas porque não são realmente botões mecânicos. A LG usou “teclas capacitivas”, mais ou menos como a superfície onde se desliza o dedo no iPod da Apple. O efeito ficou bem interessante, especialmente quando o monitor “percebe” a proximidade do dedo e acende os leds vermelho, indicando onde se deve “clicar”. Este foi um dos poucos pontos negativos que consegui encontrar no equipamento: apesar de ser bonito e inovador, o sistema ficou lento. Se os leds estiverem desligados, é preciso esperar que se iluminem para, só depois, “clicar” sobre eles. Além disso, entre um clique e outro é necessário esperar alguns milisegundos. Não é nada que vá matar o usuário, mas incomoda no início.

Entre as “teclas” disponíveis, estão duas que fogem do padrão: “Smart” e “Fun”. A primeira permite habilitar o “Modo Cinema” (quando o monitor escurece a parte da imagem que não corresponde ao vídeo, mas que não funcionou no meu Windows 7), o “Brilho Automático” (há um pequeno sensor frontal e a intensidade do backlight varia em função da luz ambiente. Demora um pouco até se acostumar e houve quem preferisse desabilitar o efeito), “Controle de Tempo” (um alarme do próprio equipamento, ajustável em 1 ou 2 horas, para que você possa fazer uma pequena pausa no trabalho), “Sensor de Presença” (como comentei anteriormente, esta função controla os leds vermelhos, que “marcam” onde se deve “clicar”. Desabilitando, eles só acendem quando algum “botão” for “pressionado”. Caso contrário, se iluminam sempre que o usuário se aproximar com o dedo).

Já a “tecla” “Fun”, como o próprio nome diz, permite o acesso a algumas funções “divertidas”, como controlar o zoom da tela ou aplicar efeitos fotográficos (“Sépia” ou “Monocromático”, por exemplo).

A LG tem uma tecnologia de processamento de imagens chamada “f-Engine”. Jamais acreditei que funcionasse muito bem… mas experimentando com uma tela maior que 15’’, tenho que dar o braço a torcer. Ponto a favor.

O software de gerenciamento, chamado “forteManager” não funcionou, como já disse, com o Windows 7. Nem usando a saída DVI, nem a Sub-D. Isso impossibilitou o teste da função “Modo Cinema” e nem uma atualização deu jeito. Mas como a versão do Sistema Operacional é a 7100, pode ser este o real motivo.

Palavra final sobre o equipamento: muito bom. Dá até vontade de ficar com ele… mas como manda o “Manual Meio Bit de Conduta”, sou obrigado a sorteá-lo!

Não fiquem pensando que vou facilitar a vida de vocês, desta vez. O “sorteio” na verdade será um “leilão”. A idéia é simples: cada “tib” corresponde a “1 Real”. Nos comentários, o leitor deve escrever o seu “lance”, lembrando que o limite é o número de tibs registrados (ou seja: que o usuário tiver) no momento de publicação deste artigo. Então, por exemplo, o Keaton pode escrever “4.795 tibs!”. Mas deve se lembrar de que vai precisar desembolsar R$ 4.795,00! Da mesma forma, um leitor com apenas 10 tibs não pode fazer um lance de 11 tibs. Esse valor será depositado diretamente na conta da APAE de Santa Rita do Sapucaí. Além desse valor, o ganhador também precisará cobrir o custo do frete (que poderá ser via Correios ou transportadora).

Para melhorar as coisas, aqueles que possuem blogs podem fazer um artigo, com um “link” para o leilão e, assim, conseguir mais 50 “tibs” que não precisarão ter sua correspondência em Reais. Ou seja: o sujeito dá um lance de 100 tibs e deixa um outro comentário com o link para o artigo em seu blog. A partir desse momento, ele poderá ganhar o leilão de um outro usuário que deu um lance de 149 tibs, por exemplo.

Outra regrinha: nos comentários, apenas escrevam o lance. Nada de discussões, assuntos paralelos, “PRIMEIRO! PRIMEIRO!”… essas coisas causarão a imediata desclassificação e perda de todos os tibs. Em cada comentário, por favor, coloquem o número de tibs/Reais e também, caso exista, o link para o artigo do blog pessoal que dá direito aos 50 pontos extras, totalizando o valor (exemplo: “200 tibs + 50 referente ao link http://meublog/meuartigo = 250 tibs”). Caso haja dúvidas, abram um tópico no fórum e eu respondo por lá.

Para finalizar: a idéia é fazer uma “gincana” com vocês, leitores, e prestigiar o ótimo trabalho da APAE aqui de Santa. Rita do Sapucaí. Tenhamos espírito esportivo, pessoal! Os comentários serão fechados em algum momento da próxima segunda-feira. Boa sorte a todos!

ATUALIZAÇÃO: talvez as regras tenham ficado mais claras agora.

Autor: Marcellus Pereira

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