Home » Meio Bit » Hardware » Alguém tem o telefone do John Connor?

Alguém tem o telefone do John Connor?

10 anos atrás

Domingo, 13 de Setembro pode ser a data que marcou o início do fim da Humanidade nas mãos de nossas criações robóticas. O Apocalipse metálico, tantas vezes previsto na ficção se aproxima.

Desta vez tivemos sorte, mas não será sempre assim. Segundo a Força Aérea dos EUA o pior pesadelo dos defensores do uso de robôs nas forças armadas: Um MQ-9 Reaper, avião-robô não-tripulado, do tamanho de um pequeno jato executivo e armado até os dentes parou de responder aos comandos dos operadores.

Como o robô não possui dispositivos de auto-destruição, foi necessário mobilizar um caça, que fez o abate, eliminando a ameaça.

Não há relatos de que o Reaper tenha atacado alvos em terra durante seu período fora de controle, mas conhecendo computadores nada impedia que isso pudesse acontecer.

Hoje esses drones são peça essencial das forças armadas de diversos países. Os mais avançados, como o Reaper e o GlobalHawk falam direto com satélites militares, e podem ser operados do outro lado do mundo. Na verdade a maioria é. O sujeito pode trabalhar em horário comercial em Nevada, atacando alvos no Afeganistão.

O trabalho, claro, não é isso tudo, explodir terroristas é MUITO mais divertido em um XBox do que em um console de controle de um drone desses, que manda imagens monocromáticas, de baixa definição, poucos polígonos e quase nenhuma aceleração 3D. Os headshots ficam completamente sem-graça.

Com o aumento na sofisticação dos drones, dificilmente os abates serão tão simples. Embora não estejam sujeitos às 3 Leis da Robótica, os robôs de combate precisam necessariamente ser programados para autopreservação.

Um robô sem contato com a base automaticamente entraria em um modo de segurança, onde tentaria se proteger até retomar a conexão. informações vindas de transponders ou mesmo reconhecimento visual podem ser falsificadas, então o robô não poderia utilizá-las para reconhecer um alvo "amigo" sem ajuda externa.

Um avião travando no robô um radar de tiro seria sinal de intenção hostil (no caso, correta). O robô faria o básico, se defenderia.

Como robôs suportam manobras muito mais radicais que humanos, ele teria vantagem sobre o piloto que tentasse abatê-lo. A saída seria mandar um robô para exterminar o robô rebelde.

E todos sabemos onde isso vai parar.

Fonte: PopSci

relacionados


Comentários