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Andy Rubin apresenta o Essential Phone, novo rival da Apple e Samsung

Pai do Android apresenta seu mais novo smartphone para concorrer com Samsung e Apple: o Essential Phone contará com Snapdragon 835 e roda Android 7.1.1 Nougat.

2 anos e meio atrás

Andy Rubin, o engenheiro de software responsável pela criação do Android deixou o Google em 2014 para montar a Essential, uma incubadora de hardware própria e não muito tempo depois expressou sua ideia de voltar a trabalhar com smartphones. Sua intenção era oferecer um dispositivo tão potente quanto possível e que fizesse frente aos líderes Apple e Samsung, os únicos que conseguem lucrar com a venda de dispositivos móveis.

E agora o engenheiro de software cumpre sua promessa e apresenta o Essential Phone, um device muito atraente à primeira vista (ainda que apenas mockups) mas com algumas decisões curiosas de design.

Em primeiro lugar é bom deixar claro: Rubin deseja concorrer com os atuais topo de linha e por isso mesmo o Essential Phone é um dispositivo premium, com características que o diferem de seus principais concorrentes atuais. O corpo do smartphone é composto de titânio e cerâmica, o que a companhia afirma ser uma vantagem sobre os chassis de alumínio dos modelos vendidos hoje em termos de durabilidade. Não há nenhum tipo de logotipo da Essential no corpo e o display de 5,7 polegadas e resolução de 2560 x 1312 pixels (504 ppi) e proporção 19:10 ocupa boa parte da frente do aparelho, com um curioso spot onde a câmera frontal fica alocada. Em termos de soluções de aparelhos sem borda, particularmente acho o design do Mi Mix da Xiaomi melhor nesse sentido.

Por dentro o hardware e promissor: SoC Snapdragon 835 da Qualcomm, octa-core Kryo com quatro núcleos de 2,45 GHz, quatro de 1,9 GHz e GPU Adreno 540, 4 GB de RAM, 128 GB de espaço interno não-expansível, câmera principal dupla de 13 megapixels com uma dedicada a captura monocromática, similar ao Huawei P10 e que promete captura de imagens de alta fidelidade de cores; abertura f/1,85, HDR, autofoco e capacidade de filmar em 4K a 30 fps, câmera selfie com lente grande angular de 8 MP, abertura f/2,2 e que também filma em 4K a 30 fps, 4G/LTE, Bluetooth 5.0/BLE, NFC, GLONASS, bateria de 3.040 mAh, conector USB-C e Android 7.1.1 Nougat.

A Essential optou por também não incluir o conector P2 para fone de ouvido como fazem Apple, Motorola e outras (não Samsung e LG, ainda bem) mas oferece uma solução curiosa para outros periféricos: ao lado da câmera frontal existe um conector magnético, uma ideia similar ao que a Lenovo fez com os Moto Snaps da linha Moto Z. Junto com o Essential Phone serão lançados um dock para carregamento e uma câmera 360º, capaz de realizar filmagens em 4K a 30 fps de todos os arredores. A companhia também pretende oferecer um ecossistema de gadgets compatíveis com o smartphone, da mesma maneira que a Lenovo vem fazendo.

Enfim, os preços: o Essential será a princípio vendido apenas nos Estados Unidos por US$ 699, ou US$ 749 para quem quiser adquiri-lo com a câmera 360º.

O smartphone não é o único produto lançado pela companhia de Andy Rubin: o Essential Home é um hub doméstico feito para concorrer com o Google Home, Amazon Echo e cia. limitada mas com um diferencial, ele evita ao máximo se conectar à nuvem. Graças ao Ambient OS, um SO móvel voltado para privacidade e segurança o Home controlará seus dispositivos inteligentes e armazenará tudo localmente, mas por sua própria filosofia ele é um tanto limitado. Ele provavelmente vai depender de seu dispositivo móvel (o Essential Phone de preferência) para realizar funções que dependam de conexão com o mundo externo, enquanto ele próprio se concentra em apenas administrar a casa, como controlar as lâmpadas, anotar compromissos e etc.

O Essential Home não tem data de lançamento e nem preço e sinceramente, não me impressionou. Na verdade mesmo o smartphone de Rubin tem alguns problemas e o principal é o mercado, que não dá espaço para novos competidores. Apesar de Apple e Samsung dominarem outras fabricantes, principalmente as chinesas Lenovo, Huawei e Xiaomi estão crescendo na preferência dos usuários por oferecerem produtos potentes e mais baratos.

Um dispositivo na mesma faixa de preço do Galaxy S8 e do iPhone 7 pode não atrair a atenção dos consumidores, mas pode atrair um potencial comprador mais uma vez. Seria a segunda vez contando com a Android Inc. já que a Danger Inc. só foi adquirida pela Microsoft em 2008 e ele já havia deixado a empresa em 2003 justamente para fundar uma empresa focada em software para câmeras digitais, até que o Google a adquiriu.

Melhor para ele, pois o passo errado de Redmond resultou no gigantesco fiasco chamado Microsoft Kin, o smartphone que detém o recorde de menor tempo de vida da história do mercado mobile, apenas 48 dias e nem falei do prejuízo.

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