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Os novos guardiões da natureza selvagem: drones

Tudo fica melhor com drones, até a defesa da natureza: instituição está empregando quadricópteros para caçar caçadores de elefantes e rinocerontes na África.

2 anos e meio atrás

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2014: Google e WWF fecham parceria para financiar o uso de drones inteligentes no combate à caça ilegal na Namíbia

Tem gente que morre de medo de drones, que pensam neles como enviados do inferno ou quando muito espiões do governo, detestam bisbilhoteiros (com certa razão) e buscam exercer seus direitos de extermina-los, mas a verdade é que eles são muito versáteis e úteis, servindo para inúmeras coisas: monitoramento de plantações, identificação de campos minados, transmissão ao vivo, etc. Estamos avançando ao ponto de utilizar enxames em missões de larga escala.

A novidade, que nem é tão nova assim é combater a caça ilegal, realidade comum em diversos países da África. No geral caçadores entram em área protegidas, que são grandes demais para contar com pessoal suficiente e fazem seu estrago, em geral abatendo elefantes e rinocerontes atrás dos chifres e presas de marfim.

As estatísticas são cruéis: um rinoceronte é abatido a cada 10 horas no continente africano, a caça ao animal aumentou 9.000% na última década. A situação dos elefantes é ainda pior, com um sendo morto a cada 14 minutos. Há diversas iniciativas para combater essa situação e uma delas é justamente utilizar drones, equipados com sistemas de inteligência artificial e visão computacional.

O Google e a WWF iniciaram um projeto de financiamento em 2014 de modo a estimular empresas locais e instituições a desenvolverem suas soluções, contando com o apoio da ONG e da gigante das buscas e uma dessas iniciativas veio da Lindbergh Foundation, com seu programa "Air Shepherd".

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Em parceria com a companhia especializada em aprendizado de máquina Neurala, eles desenvolveram uma rede de drones equipados com visão infravermelha e que são extremamente silenciosos, de modo que eles podem ser operados da base durante a noite e na moita sem que os caçadores percebam, mas a intenção mesmo é torna-los totalmente autônomos.

A Air Shepherd não dispõe de pessoal suficiente para monitorar os feed de vídeo o tempo e dessa forma, a Neurala trabalha para alimentar o sistema “Neurala Brain” para que com o tempo os drones possam identificar sozinhos manadas de animais e grupos de invasores próximos (tanto a pé quanto em veículos) dispostos a caça-los.

Feito o reconhecimento, os drones enviarão as informações para a base e as autoridades locais e os caçadores serão pegos no ato.


Neurala and Lindbergh Fight Poaching

É uma excelente iniciativa, muito bem-vinda para acabar com caçada indiscriminada de animais em extinção e punir os responsáveis, ainda que em alguns casos o carma realmente seja instantâneo.

Fonte: Digital Trends.

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