Rocket Lab USA — mais uma empresa na corrida espacial

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A Rocket Lab USA é, acredite se puder, neozelandesa. Foi fundada em 2006 por um empreendedor, Peter Beck, e um investidor chamado — é sério — Mark Rocket. O objetivo é simples: faturar no nicho de mercado de pequenos lançamentos. Eles começaram do zero e 12 anos depois estão prestes a conseguir seu objetivo.

Como? Simples, eles montaram uma empresa enxuta, com 100 funcionários altamente qualificados e jogaram fora todo o legado de engenharia que atrasava o desenvolvimento. Também não têm petrolões, mensalões, lavajatos, propinodutos e funcionários públicos com estabilidade e nenhum compromisso com inovação e produtividade.

Por isso com uma fração ínfima do que o Brasil gasta com programa espacial eles construíram um foguete de verdade, o Electron. Ele é todo feito em fibra de carbono, simplificou as turbo-bombas de combustível usando bombas elétricas e pretende colocar cargas de 150 kg em uma órbita de uns 500 km.

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Peter Beck e seu charutão

Ele usa 9 motores Rutherford, impressos em 3D, o que também barateia os custos. Um lançamento do Electron sai a US$ 4,9 milhões, troco de pinga comparado mesmo com um da SpaceX.

Isso claro tem a ver com a capacidade de carga, o Electron não compete com Elon Musk. Ele levará satélites de pequeno porte, algo negligenciado pela maioria das empresas, afinal a grana mesmo está nos satélites de várias toneladas.

Durante muito tempo esse mercado sequer existiu, mas a tecnologia avançou, eletrônica se miniaturizou e hoje dá pra colocar muita coisa em um satélite pequeno como os da série Deimos, que tem apenas 100 kg:

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O complexo de lançamento deles é lindo, briga feio com o do Japão, veja a localização:


Rocket Lab Launch Complex 1

Agora eles anunciaram a janela de testes. A partir de 22 de maio será 10 dias dentro dos quais lançarão pela primeira vez o Electron, em uma missão mui adequadamente batizada de… It’s a Test.

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Será preciso três lançamentos bem-sucedidos para certificar o foguete como operacional: muita coisa errada pode acontecer, é normal, e por isso o objetivo principal dessa missão é acumular informações. Serão 20 mil canais de telemetria monitorados.

Ontem realizaram um ensaio “molhado”, com o foguete totalmente abastecido de querosene e oxigênio líquido. Agora é esperar semana que vem. A notícia ruim é que dificilmente farão streaming do lançamento nessas fases onde muita coisa pode dar errado: é mau para os negócios.

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz, Calcinhas no Espaço e Do Tempo Em Que A Pipa do Vovô Subia.

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