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Boeing 787 contará com partes estruturais de titânio impressas em 3D

Impressão 3D de gente (muito) grande: o Boeing 787 Dreamliner poderá sair da fábrica em 2018 com partes de sua estrutura impressas em titânio; economia pode chegar a US$ 3 milhões por aeronave.

3 anos atrás

Quem já voou no 787 (como o Lito) diz que ele faz jus ao nome “Dreamliner”. Uma aeronave estado da arte, fruto da expertise dos técnicos da Boeing e de outras companhias parceiras, ele chama a atenção por onde passa e por incrível que pareça, está disponível como opção de jato particular para quem tiver US$ 300 milhões sobrando na carteira. E acredite, até agosto último ela já havia vendido 15 unidades do tipo.

Tudo no avião é de ponta, o que justifica o custo individual de US$ 224 milhões. Cada parafuso, correia, vidro, botão foi minuciosamente estudado de modo a proporcionar a definitiva experiência de voo para seus passageiros, mas isso não impede a Boeing de ser um pouco ousada.

Anos atrás pouca gente se arriscava a mencionar impressão 3D em aplicações mais críticas. Todo mundo achava que seria o caso de uso ou em soluções domésticas ou estudos em laboratórios, mas hoje a técnica é empregada até para imprimir tecidos vivos e outras coisas no campo da medicina. A impressão de peças industriais também é uma realidade, embora não seja muito comum; claro que não estamos falando de nada feito com plástico e sim com materiais mais duráveis como aço e no caso aqui apresentado, titânio.

Hoje a GE já imprime os bocais de combustível dos 787s, mas a Boeing queria algo mais arrojado: partes estruturais do avião produzidas graças à impressão 3D. Para isso ela contou com a Norsk Titanium, uma companhia norueguesa (no s#&%, Sherlock) para produzir peças em titânio para a fuselagem por um simples motivo: o avião é tão, mas TÃO grande que consome metal demais. Partir para a impressão de componentes estruturais reduz os custos de fabricação consideravelmente, e como estejamos falando de jogadores da Big League do mercado a parceria pode representar um economia de dois a três milhões de dólares por aeronave.

Nota, a Boeing monta 144 Dreamliners por ano; tal estratégia permite fabricar mais dois só com o que foi poupado.

As peças passaram pelos diversos e rigorosos testes impostos pela FAA e a Norsk agora aguarda a aprovação final, que deve chegar até o fim do ano. Assim os componentes impressos em titânio devem equipar os próximos 787s que sairão da fábrica da Boeing em 2018. Por isso muito em breve você poderá estar num voo dentro do “sonho sobre asas” da Boeing e então se dar conta que boa parte dele foi impressa em 3D.

É muito legal viver no futuro.

Fonte: Norsk Titanium.

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