Intel garante: processadores Cannon Lake continuarão à frente da concorrência

A Intel teve sérios problemas na otimização de seu processo de litografia nos últimos tempos. A linha Broadwell, de 14 nanômetros e último “tick” da companhia foi introduzida em 2014 enquanto o “tock”, a família de processadores Skylake chegou com considerável atraso. Como ela não conseguiu aprimorar o processo e introduzir a linha Cannon Lake a tempo, ela mudou tudo e introduziu a chamada “Estratégia PAO“, com um terceiro ciclo de otimização completa do conjunto se somando aos tradicionais, renomeados para Processo (tick) e Arquitetura (tock).

Tais processadores, a linha Kaby Lake conseguem entregar maior performance e economizam considerável energia se comparados com os Skylake, e curiosamente seus preços são mais atraentes por conta da amortização da técnica de produção em dois anos. De certa forma os chips da linha “O” poderão no futuro ser os mais atraentes para os consumidores, por diversos fatores.

Isso não quer dizer que a Intel pretende relaxar com a linha Cannon Lake, que contará com um processo de arquitetura de 10 nanômetros, o mesmo atualmente empregado por empresas como Samsung (que chegou a prometer chips de 5 nanômetros mas não mostrou nada), IBM (que chegou em 7 nanômetros graças a uma gambiarra), Qualcomm e TSMC. Galaxy S8 e S8+ por exemplo contam com os novos Exynos 9985 e Snapragon 835, poderosos octa-core produzidos em tal processo, deixando os 14 nanômetros para trás.

Embora chegue na festa atrasada, a Intel afirma que conseguirá entregar novos processadores que ficarão “ao menos uma geração à frente da concorrência”. Para isso ela está obedecendo em partes a Lei de Moore graças ao Hyper Scaling, que permitirá a inserção do dobro de transístores contidos na atual geração. Com isso a linha Cannon Lake teria um desempenho 25% maior e consumiria 45% menos energia do que os atuais Kaby Lake, que já não são pouca coisa de acordo com testes realizados por especialistas. Além disso a Intel já observa a continuação da estratégia PAO e para os anos seguintes entregará uma tecnologia progressiva chamada “10+” e “10++”, que garantiria a evolução dos processadores a cada ciclo com uma melhoria de 15% a cada nova família introduzida, até a migração para o processo de 7 nanômetros.

O grande problema que os fabricantes de chips enfrentam é o chamado limite físico do silício. Ainda que o limite real seja um processo de um nanômetro (um átomo de distância entre os transístores) produzir chips mais poderosos está se tornando cada vez mais complicado, visto que o elemento não consegue manter a eficiência quanto mais quente. O grafeno seria uma saída mas convenhamos, ele nunca saiu dos laboratórios e continua sendo basicamente vapor.

Ainda que a única grande concorrente da Intel em processadores para desktops seja a AMD, com a Microsoft fazendo experiências no Windows não é tão difícil um cenário futuro onde mais companhias passem a fornecer seus chips ARM para soluções fora do mercado de smartphones, e para se manter na briga a Intel precisa apresentar resultados. É bom ver que a companhia está confiante, mas resta saber se os Cannon Lake serão tão poderosos quanto dizem.

Fonte: Intel (cuidado, PDF).

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Autor: Ronaldo Gogoni

Profissional de TI auto-didata, blogueiro que acha que é jornalista e careca por opção. Autor do Meio Bit e Portal Deviante, podcaster/membro fundador/Mestre Ancião do SciCast e host/podcaster do Sala da Justiça.

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