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Baterias líquidas poderão resfriar processadores enquanto os alimentam

Pesquisa conjunta da IBM e ETH Zürich desenvolve bateria de fluxo capaz de no futuro alimentar processadores ao mesmo tempo que os mantêm resfriados.

3 anos atrás

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Processadores possuem dois grandes inimigos: poeira e calor. Este último pode fazer grandes estragos, mas principalmente prejudica e muito a performance do componente: quanto mais ele trabalha maior é a geração de calor, e por isso muitos investem em resfriamento líquido da CPU para evitar maiores danos. Para overclock isso é essencial.

O grande problema é o espaço. Ventoinhas e tubos de refrigeração são grandes e obviamente não podem ser utilizados em dispositivos móveis ou laptops, o que limita em muito a performance de tais dispositivos para evitar maiores danos. E é pensando em todos esses fatores que a IBM, em parceria com o Instituto Federal de Tecnologia de Zurich apresentou uma nova e interessante solução que resolve dois problemas, de alimentação e resfriamento: baterias de fluxo diminutas.

A tecnologia em si não é nova: a energia é produzida pela reação química de dois eletrólitos líquidos, que são bombeados dos reservatórios para o componente através de um circuito fechado. Tal componente é utilizado em aplicações de grande escala devido às suas dimensões (painéis solares e turbinas eólicas por exemplo), mas os pesquisadores conseguiram miniaturizar a bateria para apenas 1,5 mm de espessura e mantiveram a funcionalidade.

Segundo o prof. Dr. Dimos Poulikakos, diretor do departamento de Termodinâmica da ETH Zurich a bateria de fluxo é capaz de não apenas suprir energia para o processador, como os fluidos especificamente selecionados funcionam como elementos refrigerantes e mantêm as temperaturas estáveis. Nos testes o fluxo é capaz de dissipar um calor várias vezes maior que o gerado pela bateria durante a reação eletroquímica.

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Os primeiros testes comprovaram a viabilidade, mas ainda não chegaram perto de um modelo funcional: a bateria gera 1,4 W por polegada e desse total, 0,4 W é reservado para seu próprio funcionamento. Com apenas 1 W/polegada restante a nova tecnologia ainda não é capaz de alimentar um processador de computador adequadamente, o que já era previsto e agora entrarão na fase de otimização para aumentar a eficiência das baterias.

No entanto a aplicação das baterias já se mostra promissora em outros setores: células solares poderiam armazenar energia internamente e resfriada, e lasers de grande porte também seriam grandemente beneficiados pela novidade. De qualquer forma, ainda deve levar alguns anos para a solução chegar ao mercado.

Você pode conferir o artigo aqui (paywall).

Fonte: ETH Zurich.

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