RIP NAe A-12 São Paulo

O Foch já foi a nau capitânia da marinha francesa, teve uma longa e honrosa história desde que foi ao mar pela primeira vez em 1963, mas quando o porta-aviões nuclear Charles DeGaulle se tornou operacional, não fazia mais sentido manter o Foch na ativa.

Ele foi oferecido ao Brasil em termos excepcionais, se não me engano US$ 12 milhões, um valor baixíssimo, que compensaria as reformas necessárias. Ele foi incorporado à Armada, junto com caças A-4 comprados do Kwait: pela primeira vez o Brasil tinha capacidade de projeção de força ofensiva, visto que o Minas Gerais só transportava aeronaves de guerra submarina.

Um acidente grave em 2004 deixou o São Paulo fora de combate, ele então foi para o estaleiro por 6 anos, mas os testes de mar não foram positivos. Mais acidentes, incêndios e um problema persistente com as catapultas mostravam que ele precisava de outra reforma, que o dinheiro da Marinha não poderia bancar.

O Foch em seu tempo de glória

No final de 2014 essa reforma foi prometida, mas como tudo no Brasil, empurraram com a barriga até não poder mais. Tipo agora. Simplesmente manter o navio parado já significa custos acima do razoável, e não faz sentido sermos os orgulhosos donos de um dos maiores porta-aviões do mundo, se isso só existe no papel.

Sem opção, a Marinha avisou que desistiu dos planos de recuperar o São Paulo.

Como ninguém vai bancar o custo de R$ 1 bilhão para reformar o São Paulo, ele dificilmente será vendido. A Marinha vai canibalizar tudo que puder, e o Brasil ficará sem porta-aviões por um bom tempo. Mais precisamente para sempre, visto que um novo navio-aeródromo é a terceira prioridade da Marinha, atrás da renovação da frota de corvetas e do submarino nuclear, nossa eterna obra de igreja.

Uma pena. Eu visitei o São Paulo, muitos anos atrás, subi no elevador de aeronaves, andei pelo convés, era um navio orgulhoso, cheio de História em suas paredes, anotadas pelos marinheiros franceses.

Fonte: Estadão.

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz, Calcinhas no Espaço e Do Tempo Em Que A Pipa do Vovô Subia.

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