Rússia bane LinkedIn do país e força Apple e Google a removerem o app de suas lojas

Putin manda, todos obedecem.

Vladimir Putin pode ser amiguinho (mestre, dizem alguns) de Donald Trump, mas a verdade é que o presidente russo detesta o mundo ocidental. Mia precisamente ele não curte que o país dependa de tecnologias externas e nos últimos tempos vem tomando atitudes que dificultaram e muito a operação de companhias como Twitter, Facebook, Google, Apple, SAP, Intel e AMD.

O inimigo mais recente é a Microsoft. Além de Moscou estar em vias de abrir mão de soluções da empresa em seus computadores públicos (Windows incluso) e adotar software desenvolvido localmente, o controle determinado por lei sobre empresas de tecnologia instaladas na Rússia já causou uma rusga daquelas com uma de suas mais recentes aquisições, a rede social para contatos corporativos LinkedIn.

De acordo com as leis vigentes no território russo, qualquer empresa de tecnologia que deseje se instalar no país é obrigada a manter servidores locais com os dados dos cidadãos russos, de modo que o Kremlin possa acessar, filtrar e bloquear o que desejar. Vale lembrar que blogueiros, tuiteiros e usuários ficam na mira do governo o tempo todo e basicamente nada na internet escapa ao olhar de Putin. Nem mesmo memes com sua pessoa são permitidos.

O que nos leva ao caso do LinkedIn: a rede social não armazenava nenhum tipo de dado localmente e tentativas do governo de fazê-la se adequar foram infrutíferas. Embora seja uma lei controversa e que sirva de base para o vigilantismo na internet ela é lei, portanto a Microsoft dormiu no ponto (ou obrou e se locomoveu, vai saber) para corrigir essa situação.

Só que agora é tarde: o Roskomnadzor (Serviço Federal para Supervisão de Comunicações, Tecnologia da Informação e Mídia de Massa; traduzindo, é o órgão censor oficial) baniu completamente o LinkedIn do país, os usuários foram deixados no escuro sem acesso aos serviços da rede social. E mais: o governo EXIGIU que tanto a Apple quanto o Google removessem o app mobile de suas lojas digitais, o que fizeram prontamente (perder dinheiro não é opção; vale lembrar que a Apple recentemente removeu o app do NY Times na China e o Google também abaixa a cabeça para Pequim; o Facebook também dança conforme a música). Nenhuma das duas companhias quis tecer comentários.

O que parece ter ocorrido foi um conflito de interesses, visto que a direção do LinkedIn permanece a mesma: Jeff Weiner ainda é o CEO da rede social embora se reporte diretamente a Satya Nadella, e muito provavelmente a empresa não está 100% com as diretrizes de Redmond. Digo isso porque a Microsoft também não se importa de trair seus princípios se isso mantiver o dinheiro entrando. Só que agora é tarde, e se for esse o caso o indiano não deve estar nada feliz.

Fonte: The New York Times.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Profissional de TI auto-didata, blogueiro que acha que é jornalista e careca por opção. Autor do Meio Bit e Portal Deviante, podcaster/membro fundador/Mestre Ancião do SciCast e host/podcaster do Sala da Justiça.

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