Media Create — em 2016, 3DS e PS4 foram os consoles mais vendidos no Japão

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Encontro dos tios Laguna, no New 3DS e 3DS LL original (crédito: <Instagram)

O mercado japonês é totalmente distinto do nosso: enquanto aqui na barbárie a Nintendo inexiste de forma oficial e o Xbox One duela contra o PlayStation 4 de forma heróica; lá no arquipélago civilizado a Microsoft funciona como o Linux nos desktops (ou Windows nos smartphones), e a Sony é quem briga com a Nintendo pela liderança.

Lá no Japão também há duas empresas especializadas em estatísticas de vendas de games, muito conhecidas no ocidente: a Media Create e a da famosa revista Famitsu. Uma das diferenças entre ambas é que a Famitsu conta basicamente uma semana na frente da Media Create: enquanto o período entre 26 de dezembro de 2016 a 1º de janeiro de 2017 é contabilizado como a 52ª semana do ano de 2016 da Media Create, a Famitsu a contabiliza como a 1ª semana do ano de 2017.

Usarei os números da Media Create mas, no caso de vendas de consoles, tais números são confirmados pela Famitsu.

Esclarecendo o contexto, vamos aos números nipônicos de vendas de hardware.

VENDAS DE HARDWARE NO JAPÃO (MEDIA CREATE)
Plataforma20152016desde o lançamento
3DS original170.714 unid66.557 unid10.006.736 unid
3DS LL original110.640 unid13.140 unid6.956.405 unid
New 3DS463.142 unid248.560 unid1.081.007 unid
New 3DS LL1.603.058 unid1.357.877 unid3.827.996 unid
2DS288.609 unid288.609 unid
linha 3DS2.347.554 unid1.974.743 unid22.160.745 unid
Wii U877.082 unid292.546 unid3.313.209 unid
PS4 original e slim1.330.410 unid1.669.060 unid3.970.140 unid
PS4 Pro130.526 unid130.526 unid
família PS41.330.410 unid1.799.586 unid4.100.667 unid
PS3219.103 unid61.688 unid10.449.768 unid
PlayStation Vita1.069.471 unid849.669 unid5.443.067 unid
Xbox One20.624 unid11.692 unid75.583 unid

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Percebam que lá no oriente não há NDA dos números como no ocidente: temos os dados detalhados das unidades vendidas de cada hardware, inclusive de alguns modelos específicos dos consoles. O tio Laguna grifou os quatro mais importantes números, para poder compará-los com outros mercados, como o norte-americano.

A linha 3DS continua a ser a plataforma mais vendida no Japão. De longe. Considerando todos os cinco modelos lançados (o 2DS estreou ano passado por lá), a Nintendo tem em casa uma base instalada de 22,16 milhões desses consoles portáteis até o ano passado (2016). O futuro lançamento do Switch e a própria idade da linha 3DS fizeram com que a Nintendo vendesse menos consoles que em 2015. Se bem que Pokémon Sun e Pokémon Moon deram um gás no finalzinho de 2016. Com a exceção da família PlayStation 4, todos os consoles tiveram queda anual nas vendas lá na terra do sol nascente (ô novelinha ruim).

Em termos percentuais, a pior situação é a do Wii U: as vendas de 2016 representaram apenas 33,3% das de 2015. Queda anual de dois terços (– 66,6%). Em 2016, o console da Nintendo também perdeu a liderança para o PS4 em unidades vendidas desde o lançamento. No caso do Xbox One, a queda nas vendas nipônicas em relação a 2015 também foi cruel (– 43,3%) mas lá no arquipélago a Microsoft já não vendia consoles muito bem.

Quem está em alta é a Sony: mesmo abandonando o PlayStation Vita no ocidente, o melhor console portátil já lançado (na minha opinião) ainda conseguiu vender mais de 800 mil unidades em 2016 no arquipélago. Já o PS4 vem aumentando a base instalada no Japão e quase 1,8 milhão de consoles foram vendidos por lá em 2016, incluindo o PS4 Pro.

No mais, sinto a ausência do NES Classic Edition na lista: na 45ª semana de 2016 o Famicom Classic Mini deu uma surra no PS4 Pro e, aparentemente, nem a Media Create e nem a Famitsu contabilizaram as unidades vendidas desde então. A Nintendo deve estar a esconder os números em casa, para aumentar o interesse de forma artificial. E ainda tem gente que acha que foi a Apple, aquela amadora, quem inventou essa técnica de marketing.

Fontes: EuroGamer PT, Gematsu e NeoGAF.

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Autor: Emanuel Laguna

O “tio Laguna” nasceu no Siará em meio à Fortaleza de 1984. Sempre gostou de brincar de médico com os aparelhos eletrônicos e entender como um hardware dedicado a jogos funciona, mas pretende formar-se como Engenheiro Eletricista qualquer dia. Antes apaixonado pelos processadores gráficos desktop, vê nos smartphones, tablets e outras geringonças mobile o futuro da computação.

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