Passaralho baixa no Medium e leva 1/3 dos funcionários

No princípio eram as trevas, e as trevas se chamavam PHP-Nuke. Um dia surgiu a Luz, a luz se chamava Blogger. A automação dos serviços de blogs gerou uma explosão na criação de conteúdo online. Várias alternativas apareceram, outras sumiram, outras implodiram lindamente como a plataforma de blogs de uma famosa editora arbórea, que convidou um monte de blogueiros conhecidos para escrever de graça em troca de… exposição. 

Com a morte dos blogs (ok, foi mais uma Grande Extinção) o WordPress reinou absoluto, mas isso não agradou os mimimillennials, que queriam algo diferente. Surgiu então o Medium, uma plataforma minimalista que em dez minutos de WordPress você replica o visual, mas quem tem dez minutos para gastar aprendendo alguma coisa?

A turma da recompensa imediata abraçou o Medium, um site com uma usabilidade tão ruim que faz o Tumblr parecer amigável. Sem recursos, plugins, customização o Medium é um lugar para você escrever e esquecer: nem comentários funcionam direito, mas talvez por isso os hipsters adoram.

A ponto do Medium ter sido avaliado em mais de US$ 600 milhões e o criador estar com o fiofó lotado de dinheiro, com US$ 1,4 bilhão em ações. Agora a bolha estourou.

A grande fonte de renda do Medium é capital de investidores, e eles perceberam que fora isso o site não fatura nada, a publicidade é pouca e ruim, como reconheceu Evan Williams, fundador da bagaça.

Ele anunciou que vão fechar escritórios em Washington e New York, e demitir 80 funcionários, 1/3 da força de trabalho. Quase todos em vendas, suporte e áreas de negócios agregadas. Williams então continua culpando a falha do Medium nas… Corporações. Diz ele que elas financiam os anúncios que bancam conteúdo e isso é instável e…

Resumindo: o Medium é ruim para anunciantes, anunciantes não querem anunciar lá e a culpa é deles.

Fonte: Forbes.

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz, Calcinhas no Espaço e Do Tempo Em Que A Pipa do Vovô Subia.

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