Nintendo vai pagar até US$ 20 mil para quem encontrar brechas no 3DS

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A Nintendo sempre foi xiita quanto à pirataria de seu software e hardware. Ela é a única empresa que abertamente odeia a emulação e protege suas IPs com unhas e dentes e apesar de ter mantido o 3DS relativamente seguro em seus quase seis anos de vida (céus, como o tempo voa), a comunidade hacker está aumentando seus esforços e consegue hoje, ainda que com certo trabalho vencer as proteções e rodar softwares externos no console.

Como a Nintendo não é boba, ela sabe que a melhor forma de bater nos hackers é contando com a ajuda de outros hackers. E como você os recruta? Com dinheiro, claro.

A casa do Mario anunciou através de sua plataforma HackerOne, que organiza caça a bugs, falhas e outras mumunhas em seus dispositivos e sistemas por hackers dispostos a colocar a mão em uma bufunfa uma nova operação voltada para o 3DS. No momento a empresa está interessada em receber relatórios sobre as vulnerabilidades para o portátil e pagará boas quantias a quem colaborar.

O critério da Nintendo é bem claro: as recompensas serão determinadas pela importância da informação e “qualidade do relatório”, provando mais uma vez que a companhia japonesa preza pela formalidade. De qualquer forma, quanto mais crítico o bug maior a grana. As gratificações variam entre US$ 100 e US$ 20 mil, o que mostra a intenção da Nintendo de fechar todas as portas abertas do 3DS e não permitir em nenhuma hipótese que o portátil seja pirateado ou usado de maneiras não previstas.

Os alvos são os mesmos de sempre: a pirataria, a introdução de códigos que permitam o uso de cheats (homebrews entram aqui) e o compartilhamento de material inapropriado para as crianças, seus consumidores-alvo desde sempre.

É compreensível. Visto que o Switch será lançado em março e a Nintendo não pretende descontinuar o 3DS e seus irmãos, é importante mantê-lo blindado num cenário onde ele pode vir a ser deixado de lado pelos desenvolvedores, que preferirão o console híbrido. A companhia continuará dando suporte e alimentando-o de modo que ele não seja esquecido (cofcofPSVitacofcof), logo agraciar a comunidade de desenvolvedores e hackers com uma graninha é um preço pequeno a se pagar.

Fonte: Nintendo.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Profissional de TI auto-didata, blogueiro que acha que é jornalista e careca por opção. Autor do Meio Bit e Portal Deviante, podcaster/membro fundador/Mestre Ancião do SciCast e host/podcaster do Sala da Justiça.

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