Samsung vai cortar acesso à rede de todos os Galaxy Note7 da Nova Zelândia

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A Samsung terá um fim de ano tenebroso, disso não há dúvidas. O fiasco retumbante do Galaxy Note7 custou caro à companhia, que agora se vê obrigada a correr (mas não muito, vai que pisam na bola de novo) atrás do prejuízo com o S8, que tem a obrigação de reconquistar o público desconfiado e se colocar como uma séria ameaça aos iPhones 7 e 7 Plus.

Enquanto isso o controle de danos continua; a Samsung está recolhendo o Note7 em todo o canto em que ele foi lançado (aqui nem deu tempo), mas como sempre acontece há uma parcela significativa de usuários que estão contentes com o gadget, não se animaram com o calaboca de US$ 100 e o continuam utilizando, independente de todos os riscos envolvidos.

É uma situação complicada. Apesar dos pesares o Note7, tirando o feature explosivo foi um baita aparelho com especificações de ponta, excelente performance e design de primeira, e portanto não é tão icompreensível assim o fato de que muita gente não quer se desfazer do foblet enquanto ele ainda funciona bem.

O grande, ENORME problema é que o Note7 já foi irremediavelmente considerado como um dispositivo instável, e está sendo banido em tudo que é lugar (nos EUA embarcar com um é crime federal). Ele PODE explodir a qualquer momento, independente do que o usuário faça ou deixe de fazer. Assumir tais riscos em prol de manter o dispositivo, quando a Samsung está reembolsando todo mundo de forma integral é loucura.

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Tarkin: “será que eu desliguei meu Note7 como o imperador ordenou?

A ordem vinda da Samsung é que todo mundo desligue o Note7 em caráter definitivo, mas como muitos ainda se recusam a empresa está adotando medidas drásticas para forçar essa turma a desistir. A companhia vai liberar um update prioritário que limitará a carga da bateria do Note7 em apenas 60% como forma de diminuir as chances de explosão, mas isso não é nem perto do que ela fará na Nova Zelândia.

Por lá a Samsung e as operadoras locais formaram uma aliança que a partir do dia 18 de novembro cortará o acesso de todos os Note7 ativos no país a todas as redes móveis. Em suma, os que ainda insistirem em manter o gadget explosivo se verão com um foblet Wi-Fi nas mãos. O corte será total: nada de ligações, SMS ou pacotes de dados. Sem choro nem vela, nem apelação. Não pode e acabou.

Segundo o CEO do Fórum de Telecomunicações do país Geoff Thorn, “inúmeros contatos foram feitos pela operadoras” para que os teimosos abrissem mão de seus aparelhos, e muitos não atenderam ao chamado. O corte representa a última cartada possível para força-los a se emendarem e se desfazerem dos Note7 ainda ativos na Nova Zelândia.

Ainda que possa ser complicado para a Samsung propor tal medida em outros países, eu vejo esta como a melhor jogada possível para resolver de vez essa situação. Afinal, sem poder ostenta-lo em público e o relegando a uma bomba-relógio que ficará majoritariamente em casa, é fato que muito maluco que ainda insiste em usar o Note se livrará dele rapidinho.

Fonte: Samsung.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Profissional de TI auto-didata, blogueiro que acha que é jornalista e careca por opção. Autor do Meio Bit e Portal Deviante, podcaster/membro fundador/Mestre Ancião do SciCast e host/podcaster do Sala da Justiça.

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