Review — Moto Z Play

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Versão mais básica do Moto Z, o Z Play é um smartphone “super intermediário” que mantém a compatibilidade com os módulos recentemente introduzidos pela Lenovo.

Só que apesar das specs mais modestas, o Moto Z Play corrige erros do irmão mais caro, como a bateria pequena e a falta do conector P2.

Será que o Moto Z Play é uma opção mais interessante que seu irmão mais completo?

Hardware

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O design do Moto Z Play é bastante parecido com o do Moto Z. A maior diferença está na localização do logo da Motorola — fica na parte superior do telefone, tornando a borda inferior mais compacta — e no uso de vidro para a traseira do aparelho ao invés de metal.

O conector para as Moto Snaps fica em uma “janela” de plástico na traseira do aparelho. É menos sutil que no modelo mais caro, mas nada que atrapalhe muito.

A primeira impressão ao pegar o Moto Z Play — em especial depois de passar algum tempo com o Moto Z — é que o aparelho é muito grosso para o tamanho que tem.

Na verdade, ele ainda é mais fino (7 mm) e leve (165 g) que outros smartphones grandes, inclusive mais caros que ele, como o iPhone 7 ou o Galaxy Note7 (que descanse em paz). Entretanto esses 2 mm tornam o conjunto do Moto Z Play com os módulos um tanto mais desajeitado.

As especificações técnicas são um tanto modestas, mas atendem bem na maioria dos casos. O telefone é equipado com um Snapdragon 625, 3 GB de RAM e 32 GB de armazenamento.

A tela, ainda de 5,5″; tem resolução de “apenas” 1920×1080 pixels — o que é bem suficiente para não conseguir enxergar os pixels individualmente na tela, a não ser que esteja usando o telefone para VR.

O painel é AMOLED e por padrão deixa as cores bem saturadas, mas felizmente existe a opção para usar um modo de cores mais realista.

Do lado positivo, a entrada P2 para fones de ouvido está de volta e a bateria tem 3.510 mAh, cerca de um terço a mais de capacidade que o Moto Z. Combinado com o hardware mais simples e eficiente, a duração da bateria do Moto Z Play é impressionante: com meu uso médio (cerca de 1 h de redes sociais, 4 h de Spotify na rede celular e fone Bluetooth, alguns apps de geolocalização como Swarm e Citymapper), a bateria estava em 40% depois de 14 horas de uso e só esgotou completamente 30 horas depois de carregada (com cerca de 6 horas sem uso nenhum durante a noite).

Software

É exatamente igual ao Android embarcado no Moto Z. Tem poucas modificações e é bastante rápido, mas é impossível não questionar a decisão da Lenovo de não trazer as atualizações mensais de segurança para seus aparelhos.

A versão do Android instalada é a 6.0.1 Marshmallow mas a Lenovo anunciou que o Android 7.0 Nougat deve chegar à família Moto Z até o final deste ano.

Câmera

O Moto Z Play tem uma câmera traseira de 16 megapixels e abertura de ƒ/2,0; auto-foco por laser e detecção de fase, enquanto a câmera frontal tem 5 megapixels e abertura ƒ/2,2.

A falta da estabilização óptica de imagem e a abertura de lente menor tornam fotos em baixa luminosidade piores que as do Moto Z, mas no geral a qualidade das imagens é boa e deve pouco ao modelo mais caro da Lenovo.

Vale a pena?

De certa forma, o Moto Z Play me lembra bastante o primeiro Moto X: não tem o melhor processador, nem tem a melhor tela, mas tem um conjunto bem feito e com boa experiência de uso (agora só falta um aparelho no tamanho do Moto X de 2013…).

Considerando as opções na mesma faixa, o preço sugerido de R$ 2.199 é razoável, e já é comum ver promoções no varejo baixando o valor para cerca de R$ 1.800.

Quanto aos módulos, é bastante fácil de esquecer deles usando Moto Z Play — é bom saber que a opção existe, mas nenhum módulo é imprescindível.

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