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MediaTek e CPqD ensinam a como cuidar da bateria de seu smartphone

MediaTek e CPqD dão dicas valiosas de como cuidar bem da bateria de seu smartphone, para que ela viva mais, melhor e não dê problemas.

3 anos atrás

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Após todo o rolo que a Samsung está tentando (sem sucesso) resolver com o Galaxy Note7, a MediaTek aproveitou o ensejo para falar da importância das baterias nos smartphones durante evento realizado em São Paulo na última terça-feira, com o apoio do CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações). Na pauta, novas tecnologias e cuidados que você deve ter com seu gadget.

A MediaTek, representada pelo Country Manager para o Brasil Samir Vani e o gerente sênior de Marketing e Vendas Hernan Descalzi se focou em falar das tecnologia que vem empregando em seus SoCs mais recentes, entre elas a Corepilot já mencionada anteriormente: um algoritmo específico atua como um “maestro”, ou mais precisamente um núcleo-mestre que determina quais conjuntos deverão ser ativados para cumprir determinadas tarefas, bem como administra suas velocidades. Assim sendo essa forma de trabalho acaba por entregar resultados mais eficientes que a arquitetura big.LITTLE, que utiliza dois grupos de cores: um de baixo clock para tarefas cotidianas e outro elevado para processamento pesado.

As coisas complicam no meio-termo, onde nem um nem outro atendem as necessidades. Para resolver essa situação a MediaTek introduziu uma arquitetura nova que a empresa considera a evolução do big.LITTLE: a Tri-Cluster.

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Introduzidos nos SoCs X10 e X20, essa arquitetura deca-core possui três grupos de núcleos: um quad de baixa performance, um dual de ponta e outro quad intermediário, que se encarrega de entrar em ação para executar tarefas pesadas demais para o grupo mais fraco, mas que não exigem todo o poder de fogo dos cores elevados. Isso propicia um melhor gerenciamento de energia e consequentemente, de performance (segundo a MediaTek a economia energética chega a 30% e a performance aumenta em até 15%).

A MediaTek também lembrou de suas tecnologias Miravision para aumentar a qualidade de reprodução de imagens e Pump Express 3.0, de carregamento rápido; essa última vale mencionar que seus chips são compatíveis com carregamento direto, que permitem uma carga de 0 a 70% em até 20 minutos para baterias entre 2.500 e 3.000 mAh, o que exigem algumas coisinhas como controladores específicos no chipset do smartphone e no carregador, bem com um cabo de energia que aguente 9 V de tensão.

Basicamente ele precisa ser tão espesso quanto o de uma tomada de um ferro de passar, ou nada feito. A Física não perdoa.

Maria de Fátima Rosolem, bacharel em Química pela UFSCar, Mestre em Eletroquímica pela USP São Carlos, MBA em Gestão Empresarial e pesquisadora da Área de Sistemas de Energia (ASE) da CPqD falou um pouco do histórico das baterias de lítio e tratou de lembrar dos velhos mitos que as pessoas ainda conservam, sobre a tal “memória da bateria” (que acontecia com as de cádmio) como a preocupação com deixar aparelhos permanentemente nas tomadas.

Contrariando o que um artigo anterior revelou tempos atrás, Fátima explicou que todas as baterias de íons de lítio possuem proteções de hardware para evitarem sobrecarga, o que é controlado pelo circuito chamado BMS (Battery Management System). Uma vez que a carga chegue ao 100% ele interrompe o fluxo de energia, evitando que o smartphone receba uma dose maior do que comporta. Assim sendo, o que tem mais chances de desgastar sua bateria é a exposição a altas temperaturas, visto que o calor acelera as reações químicas e reduz o ciclo de vida.

Esse é o verdadeiro problema de deixar um smartphone na tomada o tempo todo. Testes dos CPqD com smartphones que permanecem conectados por até um mês direto revelam que não há ocorrência de carga e descarga, ou uma situação de alto estresse. No entanto o aumento da temperatura pode sim prejudicar sua bateria, portanto uma vez carregado, desconecte tanto o celular quanto o carregador, que continuará puxando energia para o nada. Embora o consumo individual seja irrisório, multiplique isso pela quantidade de smartphones ativos no Brasil e você terá uma ideia de quanta energia é desperdiçada todos os meses.

Tão importante quanto não manter seu aparelho na tomada e evitar expô-lo a altas temperaturas, é essencial no caso de aparelhos que não possuem módulos embutidos utilizar sempre baterias originais, com o selo da Anatel. Apenas eles passaram por todos os testes necessários e possuem chances zero de danificar seu smartphone.

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