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BGS 2016 — primeiras impressões de The Last Guardian e Horizon: Zero Dawn

Jogamos The Last Guardian e Horizon: Zero Dawn, jogos exclusivos do PS4 presentes na BGS — Brasil Game Show 2016.

3 anos atrás

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A BGS 2016 está rolando e a Sony aposta em dois medalhões para os próximos meses: a Guerrilla Games trouxe um demo jogável de Horizon: Zero Dawn para a galera curtir e a divisão interna mas os mais atentos poderão conferir em primeira mão o gameplay (não acessível e a portas fechadas) de The Last Guardian, que por incrível que pareça ainda está na gaveta do vapor. Explico.

Vamos começar com o terceiro título de Fumito Ueda, o sucessor direto de ICO e Shadow of the Colossus. A demonstração, extremamente restrita no auditório da Sony está envolta em torno de um manto de cuidado extremo, fotos ou vídeos não puderam ser capturados como é de praxe em apresentações do tipo. O produtor do Santa Monica Studio David Alonso conduziu a demonstração, exibindo os primeiros minutos da aventura em que o garoto sem nome (o game é narrado como se fosse um flashback, parecido com o que vimos em Prince of Persia: The Sands of Time) e a criatura, que manteve o nome “Trico” (o título provisório do game).

Assim como já vimos em outros vídeos, o garoto interage com Trico alimentando-o de modo a conquistar sua confiança, ou utilizando alguns objetos que o influenciam e o fazem utilizar suas habilidades. É possível se agarrar a ele para transpor obstáculos ou chama-lo quando ele está distante, mas curiosamente ele se comporta como um animal de verdade: Trico nem sempre vai responder de primeira e às vezes tende a fazer o que bem entende. É como um gato gigante. ?

Alonso explicou que o game passou por inúmeros percalços, desde troca de equipes de desenvolvimento (a Sony moveu boa parte dele para o SIE Santa Monica) ao escalamento de exigências técnicas; ele foi anunciado em 2009 para o PS3, um momento em que os trabalhos em torno do PS4 já estavam adiantados e portanto não foi uma surpresa ele ter migrado de plataforma, não foi apenas o atraso e sim os recursos que The Last Guardian exigiam, algo que os parcos 256 MB de RAM do PS3 disponível para games não daria conta. Isso sem contar que o desenvolvimento para o antigo console era bem mais complexo.


PlayStation — The Last Guardian - E3 2016 Trailer | PS4

O lançamento global de The Last Guardian está previsto para o dia 25 de outubro, porém há um problema. A demo exibida na BGS 2016 ainda parece crua, com gráficos não muito refinados (o que em se tratando de Ueda pode ser visto como um estilo, mas…) e indicaria um possível percalço na produção, algo que ficou ainda mais evidente quando a Sony anunciou o lineup da TGS 2016 ontem, que ocorrerá entre os dias 15 e 18 de setembro em Tóquio: o game estará totalmente ausente.

A Sony, quando questionada do motivo disse que pretende lançar o game ainda em 2016, mas caso seja necessário para “entregar uma experiência completa” ele poderá ser adiado para 2017. Ou seja, ainda é um vapor.

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Por outro lado o pessoal da Guerrilla Games está bastante empolgado com Horizon: Zero Dawn, sua nova IP. O demo disponível no estande da Sony é bastante limitado (uma área pequena para explorar) mas já dá o tom de como é o game. Ambientado 1.000 anos no futuro, a humanidade regrediu ao estado de caçadores-coletores após o mundo ter sido dominado pelas máquinas, que evoluíram ao ponto de se diversificarem como uma fauna. Há inúmeras espécies que imitam girafas, crocodilos, cervos, bisões (que servem como montaria após serem reprogramados) e outros.

A trama do game de mundo aberto gira em torno de Aloy, uma garota que veio do nada segundo a tribo que a acolheu. Criada como uma pária, ela é uma protagonista que questiona não só sua origem mas o passado da Terra, que se tornou um tabu. Ninguém sabe ao certo o que aconteceu e procurar conhecimento vai contra os desígnios da “deusa”.

Ainda assim Aloy, que é determinada o suficiente segue sozinha em sua jornada para descobrir a fonte da corrupção que está deixando as máquinas loucas e mais importante, de onde ela veio e o que o mundo era antes do que quer que tenha acontecido a ele. A jogabilidade é sólida, há diversas formas de se abater as máquinas em busca de recursos necessários para melhorar suas armas e equipamentos e o cenário é belíssimo, um mundo onde a natureza recuperou o que o homem havia dominado.

Além do curto demo, a apresentação reservada aborda o mesmo trecho visto no gameplay liberado na E3 2016:


PlayStation — Horizon Zero Dawn - E3 2016 Gameplay Video | Only on PS4

Ressalvas no entanto devem ser feitas: o menu, uma característica importantíssima num RPG de mundo aberto estava simplesmente desabilitado durante o demo jogável, o que impossibilita o acesso ao mapa; quanto à história, embora os trailers tenham sido bem esclarecedores este game é, assim como The Witcher III extremamente imersivo, algo que você não consegue aproveitar em apenas 10 minutos de jogatina. No entanto, as primeiras impressões são bem positivas.

Horizon: Zero Dawn tem data de lançamento prevista para o dia 28 de fevereiro.

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