Novo Tokamak aponta para fusão nuclear comercial em $AnoDoLinux + 19 anos

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Depois de todos esses anos nessa indústria vital a gente percebe que há 3 tipos de notícias envolvendo inovações tecnológicas:

O primeiro tipo onde a inovação anunciada eventualmente aparece, como TVs de alta definição.

O segundo tipo onde a inovação não dá certo e é esquecida, como a Memória de Bolhas da IBM.

O terceiro tipo é a inovação que chegará em um determinado tempo no futuro, e é renovada a cada ano com matérias anunciando sua chegada iminente, mas o número de anos não muda. Ex: 15 anos para descoberta de inteligência extra-terrestre, 1 ano para o Ano do Linux no Desktop e 20 anos para fusão nuclear em escala comercial.

Toda a teoria por trás de um reator de fusão é mais que conhecida, é apenas um problema de engenharia, dos mais cabeludos. Cada pequeno avanço leva a outro problema maior, e a única solução para isso é… dinheiro. Infelizmente nunca se investe o suficiente, nenhum governo ou empresa quer bancar algo que pode começar a se viabilizar em 20 anos.

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A pesquisa com reatores de fusão é feita usando máquinas chamadas Tokamak. Elas criam uma garrafa magnética para conter o hidrogênio se fundindo em hélio, já que nada conhecido é capaz de suportar as temperaturas envolvidas. As reações duram frações de segundo, e raras vezes emitem mais energia do que a usada para ativar o Tokamak, mas é o suficiente para que os cientistas aprendam mais sobre a ciência envolvida.

Tokamaks existem nos mais variados tamanhos, são meio arroz de festa, até no Brasil temos 3.

Agora o Laboratório de Física de Plasma da Universidade de Princeton inventou o NSTX-U, National Spherical Torus Experiment-Upgrade, um tokamak que não usa o tradicional formato de rosquinha, mas de esfera.

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Ele alcançará o dobro da potência dos modelos tradicionais, mantendo o plasma por 5 vezes mais tempo, atingindo a temperatura do núcleo do Sol sem danificar o reator. Aparentemente há vantagens de design no formato esférico, se isso for comprovado um monte de projetos de futuras de usinas terão que ser redesenhados, mas por uma boa causa.

Fusão nuclear controlada é o santo graal da engenharia, quando (não é questão de se) dominarmos essa tecnologia poderemos nos livrar das horrorosas usinas eólicas e hidroelétricas, teremos uma fonte de energia quase infinita baseada em água do mar, e imune a reações descontroladas, se o plasma vazar ele só vai esfriar, nunca esquentar e não há como gerar uma reação em cadeia descontrolada.

A única parte ruim é que por enquanto está tudo em fase de pesquisa e só teremos usinas de fusão daqui a uns 20 anos.

Fonte: Energy Daily.

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz, Calcinhas no Espaço e Do Tempo Em Que A Pipa do Vovô Subia.

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