Nissan dá talvez o maior tiro no pé na História dos carros elétricos

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Ano passado 248 consumidores no Colorado se reuniram em uma entidade (ehê) e conseguiram negociar uma compra coletiva: 248 Nissans LEAFs, o carro elétrico da empresa. Com os subsídios governamentais mais o generoso desconto de US$ 8.349,00 cada carro saiu por US$ 12.130,00. Um preço BEM atraente, o preço normal do carro é de US$ 29.010,00. Caro mas bem longe de um Tesla, que é um modelo de luxo e custa bem próximo de US$ 100 mil.

Foi uma negociação que foi boa para ambas as partes, e seguindo o exemplo um grupo de canadenses resolveu fazer o mesmo. Nada menos que 2.500 pessoas se comprometeram, mas no final do projeto o número chegou a 3.700. Fazia sentido conseguirem o preço desejado de CAD$ 20 mil. Lá na terra do pessoal que quer ser lenhadores durante o dia um LEAF custa normalmente CAD$ 32.698,00.

Estariam salvando o planeta, o governo lucraria, e a Nissan venderia 3.700 carros de uma tacada só. Excelente, certo?

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Errado. Joni Paiva, presidente da Nissan Canadá disse que o desconto de CAD$ 8 mil que cada carro recebe já é de bom tamanho (ele ignorou que esse desconto é um subsídio do governo, não da Nissan).

Monsieur Paivá falou, diante de uma comissão do Parlamento discutindo veículos de emissão zero que a empresa não tem interesse no acordo, e que o preço do Nissan LEAF está bom, obrigado. Não iriam seguir o exemplo da Nissan USA.

Os consumidores ficaram irados, afinal se a Nissan fechasse o acordo DOBRARIA a quantidade de LEAFs nas ruas desde a introdução do modelo no Canadá. Agora ao invés de 3.700 não vão vender nenhum, pois os compradores estão bufando e correndo para fazer reserva do Tesla 3, que já tem 400 mil na lista de espera.

Como sempre tudo começa com teoria da conspiração, mas tem uma explicação simples: no Canadá, quem matou o carro elétrico? Ganância e estupidez.

Fonte: Electrek.

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz, Calcinhas no Espaço e Do Tempo Em Que A Pipa do Vovô Subia.

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