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A máquina de escrever avançada demais para o nosso programa espacial

O causo de hoje envolve máquinas de escrever e um programa espacial, mas não aposte ou você vai errar o país!

3 anos atrás

ibm

Esse é um daqueles causos que ficam perdidos na História. Ironicamente tem a ver com foguetes e máquinas de escrever, é do tempo em que os EUA tinham datilógrafos em seu programa espacial, e isso não era muito eficiente.

Tudo começou quando um tal William H. Heath, vendedor da IBM reparou que um de seus clientes, o Centro de Desenvolvimento de Mísseis da Força Aérea, em Holloman, Novo México trabalhava de forma muito lenta. Como máquinas de escrever têm uma quantidade limitada de símbolos e caracteres, era complicado produzir textos científicos.

Uma máquina de escrever comum sequer tem símbolos como ±∞≈ßΩα√✡, que se você for tentar escrever em seu PC vai levar uns 20 minutos catando códigos ASCII, imagine em 1959. A solução era deixar em branco a parte dos símbolos científicos e desenhar à mão. Ou seja: mais tempo mais trabalho e mais revisão.

Nosso amigo Mr Heath teve uma idéia, correu para a oficina da IBM e deu uma missão aos técnicos: eles criaram uma versão combinando DUAS IBMs Executive Modelo C elétricas. O carro tinha 76 cm de comprimento. Uma das máquinas tinha letras e números normais, a outra caracteres e símbolos científicos, 176 para ser exato.

Os cientistas (ou melhor, suas secretárias) podiam digitar digo datilografar as fórmulas e equações sem tirar o papel da máquina, com direito até a papel-carbono (pergunte a seus pais).

A resposta foi avassaladora, assim que Bill fez a demonstração encomendaram 15 máquinas, a um custo unitário em dólares de hoje de US$ 10.667,86.

Com o uso de computadores as máquinas foram aos poucos deixadas de lado, mas a exibição e escrita de equações e fórmulas é algo tão chato e complicado que em 2016 ainda não há um meio simples de fazer isso em editores de texto, e a própria Wikipedia apela para o método de renderizar as fórmulas em imagens.

Eu até brincaria que agora temos a prova de que nosso programa espacial está 57 anos atrasado mas duvido que o nosso datilógrafo seja habilitado para operar algo tão complexo quanto essa máquina.

Fonte: SMECC.

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