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Ex-CEO da Rovio assume missão inglória: reviver a marca Nokia

Pekka Rantala, ex-CEO da Rovio assume cargo de CMO da HMD Global (subsidiária da FIH Mobile), com a missão de trazer a marca Nokia de volta do limbo.

3 anos atrás

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A Microsoft cometeu um erro ao adquirir a Nokia por US$ 7,2 bilhões em 2013. A ideia era trabalhar com a força da marca com seus dispositivos Lumia, que sozinhos justificavam a existência da plataforma Windows Phone. Entretanto a empresa finlandesa já estava aos trancos e barrancos (parte da culpa recai sobre Stephen Elop, o então CEO que atuou como cavalo-de-troia de Redmond), ela era forte em celulares pé-de-boi, baratinhos e acessíveis. Smartphones? A parceria chegou tarde demais para fazer qualquer diferença.

Como a Microsoft não se mexeu para mudar essa situação, a marca Nokia foi removida dos Lumias, brevemente revivida em novos feature phones aqui e ali e enfim foi descartada de vez ao ser vendida para a FIH Mobile, uma subsidiária da Foxconn por ridículos US$ 350 milhões. Esta conta com a HMD Global Oy, uma empresa finlandesa fundada em maio quando da negociação com a Microsoft para revitalizar a marca, visto que ela será a responsável pela distribuição. E é Pekka Rantala, ex-CEO da Rovio o homem encarregado da missão.

Não é estranho o fato de Rantala ser o escolhido para ser o CMO da HMD. Ele é um executivo de longa data da Nokia original, que migrou para a Rovio após o desmantelamento desta (a Finlândia é um celeiro de novas ideias, e grande parte da culpa recai sobre a outrora gigante das comunicações e dispositivos); ele se reportará a Arto Nummela, outro egresso da Nokia que atuará como o CEO da companhia. A missão da HMD é viabilizar a retomada da marca finlandesa, visto que a FIH Mobile deseja e irá lançar novos aparelhos, sendo smartphones e tablets.

Como o líder da marketing, é dever de Rantala recuperar o prestígio perdido da Nokia nos últimos dez anos, principalmente após a evolução dos smartphones e a inércia da companhia frente ao progresso dos rivais. Os aparelhos Symbian eram muito bons, mas mesmo o excelente N95 parecia uma pedra lascada perto do iPhone 3G ou dos primeiros Androids. O sistema não evoluiu o suficiente, e a entrada de Elop na empresa com a missão de detona-la por dentro e preparar a compra pela Microsoft só piorou as coisas.

O grande desafio da HMD será destacar os smartphones Nokia entre todos os outros Androids do mercado, visto que a FIH já declarou em maio que seus aparelhos rodarão o sistema do Google. Não há nenhuma promessa de datas, apenas espera-se que a expertise de todos os envolvidos seja ao menos próxima da antiga divisão móvel que a Microsoft adquiriu em 2013, o que pode significar novos e interessantes smartphones e tablets. Só nos resta aguardar.

Fonte: PR Newswire.

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