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Astrônomos teriam achado a casa de Zefran Cochrane

Não está confirmado, mas um vazamento de uma revista alemã diz que até o fim do mês será revelado que foi identificado um planeta do tamanho da Terra, na zona habitável de Proxima Centauri, a estrela mais próxima da Terra.

2 anos atrás

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Na mitologia de Jornada nas Estrelas Zefran Cochrane, o criador do Motor de Dobra depois de conseguir fama e fortuna se cansou de sua aposentadoria em uma ilha tropical cheia de mulheres nuas e se mudou para Alfa Centauro. Quando a história, contada no episódio Metamorfose, da série clássica foi escrito, em 1967, a existência de exoplanetas era tão ficção científica quanto o resto da série.

Hoje a sonda Kepler já confirmou a existência de 3.372 exoplanetas, 570 sistemas planetários múltiplos e tem 4.696 candidatos a planetas em observação. A tecnologia está refinada a ponto de conseguirem detectar LUAS e até nuvens na atmosfera dos exoplanetas, mas mesmo assim só conseguimos identificar com facilidade os gigantes gasosos. Planetas como a Terra são muito pequenos, ínfimos, desprezíveis, insignificantes (sou #TeamJupiter).

Não que seja impossível, a Kepler já identificou um monte, vários na Zona dos Cachinhos Dourados, a região de um sistema solar onde é possível existência de água em estado líquido, um dos pré-requisitos para vida, ao menos de quem não bebe cerveja.

Agora a revista alemã Der Spiegel publicou uma matéria onde fontes anônimas dentro do ESO — European Southern Observatory dizem que foi descoberto um planeta Classe M, como a Terra em órbita de Proxima Centauri, a estrela mais próxima da Terra.

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A informação vazou: segundo a Spiegel, o anúncio da descoberta será feito no final de agosto. O ESO, consultado, não negou nem confirmou, o que costuma ser indicação clara de que é verdade. Não é a primeira vez que esse tipo de anúncio vaza. Cientistas odeiam segurar informação depois que a pesquisa foi terminada, sempre corre risco de alguém aparecer com resultados parecidos e roubar sua glória.

Se isso for verdade as implicações são gigantescas. Proxima Centauri é uma anã vermelha, a mais fraca das três estrelas que compõe o sistema trinário de Alfa Centauro, e está a ínfimos 4,25 anos-luz da Terra. Em Dobra 9 a Enterprise chegaria lá em 1 dia. Mesmo uma nave se movendo lenta como a velocidade da luz chegaria em 4,25 anos o que é absolutamente aceitável.

Claro, estamos séculos, alguns dizem milênios de construir uma nave que chegue perto da velocidade da luz, mas mesmo uma que atinja 10% dessa velocidade, algo que ao menos conseguimos sonhar dentro do nosso conhecimento de engenharia, levaria 42 anos até Proxima Centauri. Com técnicas de animação suspensa seria um tempo razoável para uma missão, não será difícil achar cientistas dispostos a dedicar uma vida inteira para explorar um mundo inteiramente novo.

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Daedalus, nave projetada pela Sociedade Interplanetária Britânica nos Anos 70, em teoria seria capaz de 10% da velocidade da luz.

A menos que os vulcanos pousem semana que vem no Central Park compartilhem a tecnologia de dobra e nos convençam que o planeta em órbita de Proxima Centauri é um inferno de lagos de ácido sulfúrico habitado apenas por clones do Porchat, é pra lá que nós vamos. Será o primeiro sistema onde construiremos um puxadinho, o primeiro passo no nosso Império Galáctico.

Assim como nos pornôs japoneses, no Universo coisas pequenas são mais comuns do que coisas grandes, sempre foi razoável achar que exoplanetas do tamanho da Terra são mais comuns do que gigantes gasosos, só são mais difíceis de achar. Se essa descoberta se confirmar, estará claro que planetas Classe M são extremamente comuns, afinal quais as chances de dois planetas raros aparecerem em sistemas solares praticamente vizinhos?

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