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E essa agora: PROCON da Paraíba quer banir Pokémon GO do Brasil

Alegando “preocupação com a segurança dos consumidores”, PROCON da cidade de Cabedelo, na Paraíba estuda meios de barrar Pokémon GO em todo o país.

3 anos atrás

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Autoridades brasileiras sempre tiveram uma sanha por se meter em assuntos que não lhes dizem respeito. Se alguns desses em questão sofrerem da necessidade patológica de sempre desmerecer ou punir algo que é fonte de diversão de muitos porque esses não gostam de alguma coisa e pronto, temos uma empreitada mirando algo inócuo por razões questionáveis.

A bola da vez é obviamente Pokémon GO: para a surpresa de ninguém o PROCON da cidade de Cabedelo, na grande João Pessoa (e que por causa disso conquistou seus quinze minutos de forma) está estudando formas de BANIR o app completamente do país, por questões de segurança.

Segundo o secretário adjunto do PROCON Tárcio Nóbrega, o game da Niantic Labs está no centro de acontecimentos envolvendo “mortes, assaltos, acidentes” e outras ocorrências, e como o órgão “se preocupa com a segurança, saúde e proteção do consumidor” eles consideram o game que realiza o sonho de toda um geração em ser um mestre Pokémon “um perigo aos consumidores”. E por conta disso deve ser impedido de operar no país.

De acordo com a notícia, o PROCON local está reunindo diversas notícias envolvendo o game e as presepadas de seres humanos (certeza que o caso envolvendo o pequeno Arthur Bobsin, que se afogou ao cair num rio será incluída no pacote mesmo após o envolvimento do game ter sido descartado), desde acidentes de trânsito a ataques perpetrados a jogadores, como o caso de ladrões que usaram um PokéStop como pedágio.

O diretor do PROCON Glauberto Bezerra, que é ligado ao Ministério Público diz que o caso merece sim ser analisado, considerando principalmente a quantidade de assaltos envolvendo Pokémon GO. A gente sabe que humanos são humanos e o ato de andar com smartphones em punho para todo lado é um grande chamariz para larápios, mas um pouco de bom senso para se precaver é essencial. No entanto o PROCON-PB e o MP inferem que o brasileiro não tem isso. Nóbrega ressaltou que tentarão um parceria com o Ministério para prover uma solução concreta para o caso, que seria efetivamente banir o app por completo do território nacional.

Meus dois centavos: é fato que muita gente não tem noção, o jogador está tão, mas TÃO empolgado em caças os monstrinhos digitais que muitos ignoram todas as normas de segurança atravessando a rua sem olhar para os lados, não analisar onde estão se enfiando e dirigindo e jogando ao mesmo tempo, o que é um convite certo ao desastre.

Por outro lado as pessoas estão se divertindo. Estão socializando, saindo de casa sem medo como há muito tempo não se via. Estão se reunindo em praças e marcos históricos e aproveitando para prestar mais atenção na cidade que vivem. Estão caminhando mais, o que é um excelente exercício e muito mais prático do que fazer uma esteira numa academia. E mais barato também.

Desde que as operadoras não sabotem a diversão dos treinadores, Pokémon GO possui um potencial gigantesco em diversas frentes. Agências de turismo em todo o mundo estão contratando jogadores avançados para promover passeios pelas cidades com passagem pelos pontos de interesse do game ou criando tours temáticos. Este professor de São José do Rio Preto, SP está usando o game para ensinar Geografia; já este da ETEC de Itapeva está dando aulas de trigonometria com o game como base.

Até igrejas estão entrando na onda (o fato de todas as que adotaram o game em todas as notícias relacionadas serem católicas diz muito sobre como as várias denominações religiosas lidam com o game e a possibilidade de atrair novos fiéis):

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Banir Pokémon GO do Brasil não seria apenas um ato de represália contra quem está se divertindo, mas uma afronta à inovação e um desestímulo ao mercado de games do país. Ou seja, um desserviço completo.

Espero de coraçõa que essa atitude ridícula do PROCON-PB não vá para a frente, mas do Brasil eu espero qualquer coisa. De qualquer forma estamos de olho.

Fonte: ILISP.

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