Facebook leva os Instant Articles ao Messenger

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O Facebook reforça sua estratégia de estimular seus usuários a permanecerem em seus apps enquanto consomem conteúdo externo: os Instant Articles agora são parte integrante do Messenger, dispensando uso de navegadores na hora de acessar postagens de sites e blogs.

A ideia dos artigos instantâneos é simples: prover uma plataforma dedicada a veículos de mídia que compartilham seus conteúdos na rede social. O Facebook oferece ferramentas de personalização de modo que cada postagem tenha uma identidade visual própria, ao mesmo tempo que passe a carregar muito mais rapidamente nos dispositivos móveis. Em média uma postagem do tipo abre 10 vezes mais rápido e consome menos banda que um link normal, o que é uma mão na roda.

Só que o Facebook não faz nada de graça: os Instant Articles são uma maneira de evitar que o usuário saia da rede social para consumir conteúdo, algo que Mark Zuckerberg abomina. Não é de hoje que estratégias para barrar concorrentes e reforçar o muro de seu jardim particular são postas em prática: o Telegram e o Tsu já foram barrados; vídeos do Facebook possuem prioridade nos feeds sobre conteúdo semelhante do YouTube e outros; o Live é um concorrente direto do Periscope; e por fim o Go Live está sendo planejado de modo a bater de frente com o Twitch.

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Logo, estender os Instant Articles ao Messenger é um movimento natural. Como os usuários possuem o costume de compartilhar links com seus contatos, a partir de agora (a princípio apenas no Android, a versão para iOS será atualizada nas próximas semanas) o algoritmo identificará se a fonte é de um parceiro do Facebook inscrito no programa e se tal postagem possui uma versão instantânea (é decisão do canal aplicar o recurso a todos ou só a alguns posts, preferencialmente os mais propensos a bombar), esta será a compartilhada. Tais links serão identificados com o ícone do raio da plataforma sobre a imagem de destaque.

O Facebook espera com isso incentivar os sites parceiros a investirem no formato, já que consumir seu conteúdo em dispositivos móveis com economia de banda e maior velocidade de carregamento é algo muito atraente, e o compartilhamento via Messenger é mais orgânico do que a bagunça que o feed de notícias virou, ao priorizar postagens de amigos e parentes e obrigar as páginas a pagar para aumentar a visibilidade de seus artigos, o que é um tremendo jogo sujo.

Fonte: Facebook.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Profissional de TI auto-didata, blogueiro que acha que é jornalista e careca por opção. Autor do Meio Bit e Portal Deviante, podcaster/membro fundador/Mestre Ancião do SciCast e host/podcaster do Sala da Justiça.

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