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Galaxy J Max, o novo smartphone (ou tablet?) da Samsung

Conheça o Galaxy J Max, o gadget de entrada da Samsung por enquanto exclusivo da Índia que não sabe se é um smartphone ou um tablet.

3 anos e meio atrás

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A gente sabe que a Samsung tem um certo problema de foco: ela mantém diversas linhas de dispositivos móveis para atender os mais variados perfis, desde o consumidor premium ao usuário que só quer um aparelho baratinho para acessar suas redes sociais em paz. Só que apesar dessa estratégia dar certo para a empresa (ela é a única que lucra com o Android e a segunda/última colocada no geral, ficando bem atrás da Apple), há casos em que seus lançamentos dão a impressão de não terem sido muito bem pensados.

Esse é o cado do Galaxy J Max, um gadget de entrada que não sabe se é um smartphone ou um tablet.

Até pouco tempo atrás a Samsung vendia tablets de 7 polegadas como a popular Galaxy Tab, a primeira a tentar bater de frente com o iPad explorando um consumidor diferente, que gostaria de ter um dispositivo menor e mais compacto. A época entretanto era diferente, nossos smartphones eram pequenos e compactos, os ditos grandes tinhas telas de 4 polegadas e o iPhone não passava de 3,5″. Com o tempo eles foram crescendo e aparecendo, se alinhando com nosso desejo de ter telas maiores e melhores.

Hoje é normal smartphones chegarem a 5,5″ ou até mesmo a 6 polegadas, o que para muitos é considerado o limite para não classificar o gadget como um tablet. A Samsung não vinha investindo na linha Tab desde 2014 e mantinha lançamentos pontuais da categoria apenas em linhas de entrada como a Tab E, menos badalada. Os de maior destaque passaram a ter no mínimo 8″ até para bater de frente com o iPad mini.

Só que o Galaxy J Max é um tanto diferente. Para começar ele não está sendo vendido como um tablet e sim como um foblet mesmo, apesar de seu tamanho. Com 186,9 × 108,8 × 8,7 mm ele não é dos mais discretos para se colocar na orelha na hora de atender chamadas, mas não acredito que seus compradores estão muito preocupados. Na pior das hipóteses há os fones de ouvido.

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O hardware do J Max é bem modesto, o que o classifica como um foblet/tablet de entrada: ele conta com o Spreadtrum SC8830, um SoC quad-core com CPU Cortex-A7 de 1,5 GHz e 1,5 GB de RAM, além de 8 GB de espaço interno expansível até 256 GB via micro-SD. O display, embora grande também não é dos melhores: é um TFT com resolução apenas HD, o que lhe confere uma densidade de pixels por polegadas de apenas 216 ppi. A câmera principal possui 8 megapixels, abertura ƒ/1,9; autofoco, Flash LED e filma em HD a 30 fps (ou seja, básica), enquanto a câmera selfie conta com 2 MP e abertura ƒ/2,2.

Fecha o pacote conexão 3G, Wi-Fi, A-GPS, GLONASS, Bluetooth 4.0 e uma bateria de 4.000 mAh, que segundo a Samsung dura um dia inteiro longe da tomada. O Android é o 5.1 Lollipop, o que é incompreensível às vésperas do lançamento oficial da versão 7.0 Nougat.

A Samsung espera que o Galaxy J Max atenda consumidores não muito exigentes que gostariam apenas de um smartphone com tela grande bom e barato, e por causa disso mesmo ele foi inicialmente introduzido na Índia por um preço equivalente a 200 dólares. Não há previsão de lançamento em outros países, embora eu acredite que o Brasil seja um dos mercados que a empresa sul-coreana espera que ele venda bem. Eu chutaria inclusive que ele deve chegar por aqui com preço sugerido de R$ 1 mil ou um pouco menos, dado o valor do dólar hoje.

Fonte: Samsung.

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