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Dica: não vá caçar pokémon no Museu do Holocausto

Após virar um centro de reunião de jogadores de Pokémon GO, o Museu do Holocausto de Washington D.C. pediu que as pessoas respeitem o memorial às vítimas do nazismo.

3 anos atrás

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Sabe a Nintendo? É, aquela mesma que tem sido tão criticada pelos seus últimos consoles e que tanto relutou em levar suas marcas para os dispositivos mobile? Pois veja só, de uns dias para cá todo mundo só fala do último lançamento da empresa, o Pokémon GO, um jogo que já teria rendido mais de US$ 14 milhões aos cofres da BigN e que conseguiu fazer com que suas ações subissem 10%.

Com o jogo já tendo sido instalado em mais aparelho Androids do que o Tinder e estando perto de ultrapassar o Twitter, ele tem gerado algumas situações bastante estranhas, como a garota que encontrou um cadáver enquanto caçava pokémon e a quadrilha que usava o jogo para assaltar pessoas. Eis que surge o mais novo caso desse tipo, esse relacionado ao Museu do Holocausto localizado em Washington D.C.

Caso não saiba, o jogo de realidade aumentada aproveita lugares públicos como instalações de arte, monumentos e museus para criar ginásios e Pokéstops, locais onde os jogadores poderão encontrar pokébolas adicionais, poções e outros itens que os ajudarão na aventura. Isso fez com que pessoas invadissem delegacias, cemitérios, igrejas e todo tipo de ambiente onde jogar videogame não é uma atividade muito comum. Porém, quando a mania chegou ao dito museu, os responsáveis não gostaram da brincadeira.

Ao perceberem que muitas pessoas estavam visitando o local apenas por causa do Pokémon GO, o diretor de comunicações deu a seguinte declaração:

Jogar o game não é apropriado no museu, que é um memorial às vítimas do nazismo. Estamos tentando descobrir se podemos tirar o museu do jogo,” disse Andrew Hollinger.

Alguns dirão que o museu está sendo rígido demais, mas penso que eles estão no direito de reclamar e a situação fica ainda mais constrangedora quando sabemos que alguém registrou um Koffin perto do Auditório Helena Rubinstein. Só para esclarecer, o monstrinho é conhecido por disparar um gás venenoso.

Caso você já tenha tido a oportunidade de visitar um Museu do Holocausto, sabe que eles possuem regras bastante rígidas sobre o que podemos ou não fazer e embora jogar videogame em suas dependências não seja mencionado, acho que no mínimo falta um pouco de sensibilidade para as pessoas que estão fazendo isso, pois como foi dito antes, aquele é um local para reflexão e aprendizado, não para caçar bichinhos virtuais.

Espero que diante da polêmica a Niantic Labs tome uma atitude, mas antes mesmo disso acontecer, será que as pessoas não são capazes de perceber que estão desrespeitando os outros? Pois se elas fazem isso por causa de um simples jogo, não é de se estranhar toda a intolerância que vemos no dia-a-dia.

Fonte: The Washington Post.

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