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Apple e Google vão pagar mais a devs de apps por assinatura

Apple e Google reduzirão a parcela na receita de apps com assinaturas para 15%. Cupertino exigirá fidelidade do usuário por um ano; Mountain View, não.

3 anos atrás

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Este é um bom momento para desenvolvedores de aplicativos móveis que adotam o modelo de assinatura: tanto a Apple quanto o Google, visando um maior comprometimento de seus parceiros passarão a consumir uma fatia menor do bolo da receita somente nesses casos, com uma diferença crucial entre uma plataforma e outra.

A Apple foi a primeira a tocar nesse assunto. Em uma entrevista concedida ao The Verge o SVP de Marketing Global Phil Schiller anunciou algumas novidades que deveriam ter sido reveladas somente na WWDC 2016, que começa na próxima segunda-feira. Até o momento a divisão da receita sempre foi uniforme, 70% para o desenvolvedor e 30% para a Apple, sem exceções. Porém, tendo em vista que um aplicativo que ofereça serviços por assinatura fideliza o usuário e consequentemente isso se reverte na permanência do mesmo no iOS, a maçã resolveu flexibilizar o formato somente nesse caso.

Portanto, a partir do próximo dia 13 apps com assinaturas que mantiverem a fidelidade do consumidor por um ano passarão após esse período a morder uma fatia maior: a distribuição de renda passará a ser de 85% para o dev e 15% para a Apple. E mais, a opção de assinaturas agora será oferecida a todos os tipos de aplicativos e não apenas a formatos de negócio específicos. Schiller ressaltou que isso se estenderá inclusive a games, de longe a maior e mais lucrativa categoria. Imagine grandes games que não apenas são pagos, mas que exigirão assinatura constante? A EA, que domina o cenário mobile com certeza está rindo à toa. Isso inclusive abriria as portas até para uma versão iPad de World of Warcraft (convenhamos, mesmo com as melhorias a partir da expansão Warlords of Dreanor ele ainda é um game de 2004, é facinho de converter), caso a Blizzard se interessasse.

Como dito acima, a Apple apenas exige que os usuários sejam fidelizados por um ano para que a divisão da grana seja rearranjada. O Google, por outro lado resolveu ser mais complacente: após um burburinho na internet se Mountain View responderia ao “desafio” a empresa respondeu que sim, apps de assinaturas também teriam a distribuição alterada para 85/15 com um diferencial importante: o Google não exigirá fidelidade de um ano por parte dos usuários, e as regras foram postas em prática imediatamente.

Claro que isso não foi feito de uma hora para outra: o Google, assim como a Apple já vinha testando a novidade há pelo menos um ano com serviços de vídeo (o que dá a entender que houve pressão geral dos produtores de conteúdo e donos de direitos autorais por mais grana) e agora está estendendo o plano a todos os desenvolvedores. No entanto a gigante das buscas não esclareceu se tal qual a maçã, o novo programa se estenderá a todos os tipos de apps ou apenas a alguns tipos que prevêem o modelo de assinatura.

Lembrando, as novidades não afetam a distribuição de renda de apps com vendas únicas, esses permanecem na proporção 70% ao desenvolvedor e 30% para Apple e Google.

Fontes: The Verge e recode.

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