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Que tal usar o seu crânio como sua senha?

Pesquisadores alemães desenvolvem sistema biométrico que utiliza ecos do crânio como uma forma de autenticação mais segura do que senhas

3 anos atrás

cranicola

Esqueça inúmeras senhas, 1password e soluções similares, a gente não sabe até hoje como utilizá-las. Pesquisas vem sendo realizadas para que possamos utilizar outros meios de autenticação já que mesmo a realizada em dois passos às vezes dá problema. Autenticação biométrica é uma boa, via impressões digitais ou reconhecimento de íris, mas só na SHIELD o Nick Fury usaria seu olho ruim para tal.

É pensando nesses pormenores que pesquisadores de três instituições alemãs estão considerando uma chave de autenticação única para cada pessoa e que invariavelmente todos possuem: os ecos gerados pelo nosso próprio crânio.

A pesquisa apresentada por uma equipe de cientistas da Universidade de Sttutgart, da Universidade do Sarre e do Instituto Max Planck consiste num princípio básico, nossa audição funciona não apenas com base no som propagado pelo ar, mas também e principalmente pela vibrações propagadas pelo nosso crânio e mandíbula. A condução óssea envia os sinais diretamente para a orelha e isso facilita em muito todo o processo, embora cause algumas distorções.

É por isso principalmente que nós ouvimos nossa própria voz de uma forma diferente que os demais, como o som vem de dentro de nós as vibrações são mais intensas, e a distorção é mais significativa.

skull-google-glass-001

A questão principal é que nenhum crânio humano é exatamente igual, e se cada um possui um formato diferente eles geram ecos cranianos, ou uma frequência de resposta diferente para cada um. Logo, em tese tal frequência pode ser utilizada como uma chave de autenticação em alguns casos. Os testes do sistema biométrico chamado SkullConduct foram realizados com o Google Glass (viu? Ele ainda existe), que já possui alto falantes embutidos. Ele gera um ruído branco que viaja pelos ossos e gera uma frequência única, que é captada pelo wearable através do microfone, processada pelos chips dedicados e utilizada como senha, desbloqueando o gadget para uso.

Pense nisso como uma forma prática de proteger seu dispositivo vestível de engraçadinhos e xeretas. O Microsoft HoloLens, que nem de longe é um brinquedo e muito provavelmente será voltado a uso profissional poderá se beneficiar do SkullConduct, embora este possua interface de Realidade Aumentada. Outros wearables mais simples que não contam com o recurso entretanto seriam os maiores beneficiados.


hcilab — CHI'16 - SkullConduct: Biometric User Identification on Eyewear Computers

A técnica é uma mescla da MFCC (Mel-Frequency Cepstral Coefficients), um método de identificação de padrões através do reconhecimento de fala com algoritmos neurais e pode ser uma ferramenta muito útil num futuro onde cada vez mais aparelhos vestíveis estiverem disponíveis e se tornarem uma norma. A pesquisa do SkullConduct você pode ler aqui (cuidado, PDF).

Fonte: Digital Trends.

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