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Nintendo jura que não venderá dados dos jogadores de Miitomo

Miitomo sabe mais do que deveria da vida dos jogadores, mas a Nintendo jura que não pretende vender os dados coletados pelo game social

4 anos atrás

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A estreia da Nintendo em dispositivos móveis com Miitomo se saiu melhor do que a encomenda. Embora não seja protagonizado por nenhum de seus principais personagens, o jogo/ferramenta social ultrapassou a marca de 10 milhões de downloads recentemente e se estabeleceu como um dos principais títulos mobile dos últimos tempos.

Só que nem tudo é festa e preocupações foram levantadas com a excessiva curiosidade do app, ao querer saber demais da vida dos jogadores.

É preciso entender primeiro que Miitomo não é simplesmente um game, e sim uma experiência social completa a fim de unir a comunidade de jogadores. Pense nele como uma rede social bastante resumida e você terá uma ideia do que o título é capaz. O problema é que ele frequentemente faz perguntas um tanto capciosas e bastante íntimas, como por exemplo seu estilo de música favorito, o que você faz para relaxar, para onde você iria em sua próxima viagem e quando pretende realizá-la, esse tipo de coisas.

Algumas delas são bastante íntimas, como onde você mora? ou que tipo de coisa você fez recentemente e da qual se arrepende?, só para citar duas.

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Créditos: Kotaku

Seus amigos visualizam uma seleção aleatória de perguntas que você respondeu e podem distribuir likes, assim como também deixar comentários. Tudo dentro dos termos da Nintendo e os jogadores são recompensados com moedas periodicamente, estimulando-o a sempre responder e compartilhar perguntas e respostas. Lembra do experimento de Condicionamento Operante (a Caixa de Skinner)? Pois é.

A questão é, em pouco tempo o jogo é capaz de traçar perfis detalhados de cada um de seus jogadores, fazendo de Miitomo um experimento de coleta de dados pessoais muito eficaz e mais importante, uma verdadeira mina de ouro para empresas que desejam vender produtos para perfis de usuários distintos. E isso deixou muita gente com a pulga atrás da orelha: nada impede a Nintendo de vender tais dados e fazer dinheiro. permitindo que empresas passem a exibir ads direcionados de forma mais eficiente.

Ao ver que esse assunto tomou dimensões exageradas a Nintendo veio à público esclarecer a situação:

O objetivo de Miitomo é proporcionar diálogos divertidos com seus amigos e permitir que você (o consumidor) descubra novos fatos sobre eles através das respostas que eles compartilham. Por essa razão Miitomo evita perguntas com respostas de sim ou não. As informações de nossos consumidores coletadas através do app Miitomo são somente usadas para oferecer a melhor experiência possível aos consumidores da Nintendo e para dar suporte ao aplicativo. Nem a Nintendo ou seus parceiros vendem, compartilham ou fazem uso de tais dados para quaisquer outros propósitos.”

A Nintendo afirma (daquele jeito peculiar dela) que vender os dados do usuário a terceiros não é uma opção, e conhecendo as políticas da empresa é possível que essa seja a verdade. No entanto não há como negar que a casa do Mario possui um banco de dados comportamental deveras detalhado e muita gente adoraria colocar suas mãos nele, pagando muito bem para tal. É como se Miitomo fosse uma câmera de vigilância fofinha que te trata bem, e você nem percebe que ela sabe mais do que deveria da sua vida.

Fonte: Kotaku.

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