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Gears of War 4 poderia ter quebrado a Epic

CEO da Epic Games diz que desenvolvimento do Gears of War 4 deveria custar mais de US$ 100 milhões e que o risco do título os levar à falência era grande.

3 anos atrás

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No início de 2014 a Microsoft causou uma bela surpresa ao anunciar a compra da franquia Gears of War e embora o negócio tenha feito muitos se perguntarem porque a Epic Games havia se desfeito de uma das suas principais marcas, agora sabemos que a criação de um novo capítulo poderia ter feito até com que a empresa fosse à falência.

Quem falou sobre essa possibilidade foi Tim Sweeney, CEO da desenvolvedora que revelou detalhes sobre a produção num excelente artigo publicado pelo site Polygon. Segundo ele, enquanto a criação do primeiro capítulo da franquia custou US$ 12 milhões para ser criado, para o terceiro foram gasto cerca de quatro ou cinco vezes mais e caso eles fossem fazer mais um jogo, o projeto poderia passar muito deste valor.

O lucro foi encolhendo cada vez mais. Calculamos que se fôssemos fazer um Gears of War 4, o orçamento poderia ficar acima de US$ 100 milhões e se fosse um grande sucesso, mesmo assim poderíamos quebrar. Qualquer coisa abaixo disso nos tiraria dos negócios. Foi isso o que nos levou a nos mover e mudar o modelo de negócios.

A mudança a que Sweeney se refere é a adoção do modelo free-to-play, o que poderá ser visto em breve com o lançamento do Paragon, além da versão gratuita do Unreal Tournament. Já em relação ao terceiro jogo em que eles estão trabalhando, o Fortnite, ainda não sabemos qual modelo será adotado.

Quanto a franquia Gears of War, o medo de não recuperar o investimento na produção de um novo capítulo não parece ter sido o único motivo que os levou a vendê-la. De acordo com Tim Sweeney, a relação com a Microsoft começou a se deteriorar após o lançamento do Gears of War: Judgment, título esse criado pela People Can Fly e que não foi tão bem recebido pela comunidade.

O problema é que após ouvirem algumas críticas em relação ao multiplayer daquele jogo, o pessoal da Epic percebeu que precisava fazer algumas mudanças e tiveram a ideia de lançar o modo multiplayer de maneira independente, mas quando eles foram falar com a Microsoft, a empresa não autorizou que o projeto fosse adiante por não se encaixar em seus os planos de negócios. Naquele momento Sweeney percebeu que eles não queriam uma empresa entre eles e os jogadores.

Na entrevista é possível perceber um certo rancor do CEO em relação a Microsoft e como a matéria ainda traz vários outros detalhes sobre a história da Epic Games, sua leitura é altamente recomendável.

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