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Passaralho na Intel: 12 mil demitidos e afastamento do mercado de PCs

Olha a crise: baixas vendas de PCs forçam Intel a demitir 11% de seus empregados e concentrar esforços em Internet das Coisas e computação na nuvem.

3 anos e meio atrás

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As coisas não andam boas para a Intel. A companhia vem enfrentando perdas significativas devido a queda nas vendas de computadores pessoais, que como todos sabem ainda é seu principal ganha-pão. Assim, o CEO Brian Krzanich anunciou nesta terça-feira uma mega reestruturação, o que claro significa um rasante do passaralho. E bem agressivo.

Krzanich diz em e-mail enviado aos funcionários que a Intel deve evoluir de uma fabricante de processadores para PCs, mercado esse que vem encolhendo graças à evolução dos dispositivos móveis (onde ela não é tão forte) para uma empresa focada principalmente em computação na nuvem e Internet das Coisas. Faz sentido, iniciativas como o Edison se mostram bastante promissoras. E reduzir a dependência do mercado de computadores é essencial já que ele está em retração há vários anos.

Só que reestruturação sem rolar de cabeças não existe, e assim o CEO anuncia que o passaralho vai passar de forma agressiva: dentro dos próximos 60 dias 12 mil funcionários serão demitidos, o que representa um corte de 11% de seus postos de trabalho em todo o globo. Krzanich diz que a medida será tomada com pesar e que era algo que ele não gostaria de fazer, pois daremos adeus a companheiros que desempenharam papéis importantes no sucesso da Intel. Entretanto, o corte vai representar uma economia de US$ 750 milhões em 2016 e de US$ 1,4 bilhão até meados de 2017. E tal medida sempre tranquiliza os investidores. No último trimestre as ações da empresa caíram consideravelmente (de US$ 35,44 em 29/12/2015 para US$ 31,60 ontem) e espera-se que o anúncio de reestruturação mude um pouquinho tal cenário.

A Intel não tem muitas opções. As pessoas estão comprando menos computadores e notebooks, e como ela não consegue concorrer com Qualcomm, TSMC e outras no cenário mobile só resta mirar em outros mercados. Só lamento pelo grande número de pessoas que perderão seus empregos (o CEO prometeu total apoio a estes na transição), mas é a vida.

Fonte: Intel (cuidado, PDF).

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