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Viber também adere à criptografia de mensagens

Tal como no WhatsApp, versão mais recente do Viber passa a oferecer criptografia de ponta a ponta em todas as comunicações entre usuários

3 anos atrás

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Cada vez mais empresas estão protegendo os dados de seus clientes, evitando dores de cabeça dos dois lados, com agências e o consumidor final. Depois da Apple comprar uma briga daquelas com o FBI e do WhatsApp ir na mesma direção, agora o Viber adere à turma da segurança em primeiro lugar a passa a oferecer criptografia de ponta a ponta aos usuários.

O anúncio realizado nesta terça-feira informa que o serviço de mensagens instantâneas passará a proteger todo e qualquer tipo de comunicação de seus usuários em todas as plataformas em que se encontra: Windows, Mac, iOS e Android. A última atualização do software para cada uma dessas plataformas introduz a criptografia, o que significa que o Viber não terá mais como identificar nada do que os usuários conversam. Nada mesmo, seja mensagens de texto e voz, chamadas de áudio e vídeo, compartilhamento de fotos e arquivos, bate-papos nos grupos pessoais ou abertos… a lista é extensa.

O Viber também está introduzindo um novo recurso, chamado “chat secreto”: com ele você poderá esconder determinadas conversas, que não serão exibidas na tela principal do aplicativo. Ideal para evitar pescoçadas de enxeridos que querem saber com quem você anda batendo papo.

A questão da segurança dos dados de usuários é importante, cada vez mais e mais empresas não desejam ser coniventes com agências de segurança, se tem uma coisa para a qual Edward Snowden serviu foi para jogar no ventilador a palhaçada que era todo mundo acessando dados de todo mundo sem controle. Para evitar dores de cabeça e fuga em massa de usuários as companhias passaram a blindar os dados e dando as chaves nas mãos dos consumidores, assim elas não podem quebrar a segurança nem se quiserem.

Só que nem tudo é perfeito: o Viber não divulgou que protocolo utilizou. O WhatsApp fornece uma chave de 60 dígitos que permite aos usuários compararem e checarem a identidade de quem está na outra ponta, algo que o mensageiro roxo não faz até o momento. Em teoria poderia significar que um ataque man-in-the-middle passaria despercebido, embora não se sabe se ele conseguirira acessar o app em primeiro lugar.

Outro ponto sobre a criptografia é que protocolos de segurança são mais eficientes quando desenvolvidos, mantidos e analisados por um grande número de usuários, ou no caso pela comunidade open source. Embora não seja igual para todo mundo, empresas que não compartilham seus métodos não podem atestar com 100% de certeza de que estão seguras, sem uma validação extra. De qualquer forma o cenário ainda não é o ideal.

Melhor do que nada, claro. Se você usa o Viber constantemente é bom atualizá-lo para manter suas mensagens e chamadas protegidas.

Fonte: BusinessWire.

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