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Turistas não poderão mais tuitar direto da Melhor Coreia

Governo da Melhor Coreia bane acesso a YouTube, Facebook, Twitter, sites pr0n e de notícias da Pior Coreia por turistas e residentes estrangeiros

3 anos atrás

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OK, essa informação vai parecer estranha mas lá vai: existe sim internet na Melhor Coreia, mas não exatamente como aqui e sem falar que ela não está disponível para os proles. Da população de 24,9 milhões de habitantes (dados do Censo de 2013) apenas 7,2 mil (cerca de 0,03%) têm acesso à versão estatal interna da rede, que é separada do resto do mundo. Dos 5,5 mil sites disponíveis a maioria esmagadora são de universidades, estatais, bibliotecas e gabinetes do governo, além de uma versão local do Facebook bem chumbrega. O restante fica no escuro.

A versão livre, leve, solta e mundial é liberada apenas para turistas e residentes estrangeiros, como diplomatas e funcionários de embaixadas. Só que a partir de agora mesmo estes não mais poderão relatar suas peripécias no quintal de Kim Jong-un para todo mundo.

Através de um comunicado oficial pelo provedor estatal para mobile Koryolink, o Ministério das Telecomunicações (olha só, isso existe por lá) divulgou um ban massivo em diversos sites e redes sociais: passam a ser proibidos redes sociais como Twitter, Facebook e YouTube, sites de notícias da vizinha Pior Coreia e também conteúdo de domínios pr0n; sites de apostas também estão sendo barrados. A medida vale para toda e qualquer pessoa que esteja no país, não importando se você é um cidadão (QUÁ QUÁ QUÁ!!!) ou um turista a convite da gloriosa nação do Grande Líder. Residentes de outros países também estão dentro.

O comunicado diz claramente que “os usuários que buscarem medidas impróprias para acessar os sites proibidos serão julgados de acordo com a lei norte-coreana”. Como a punição mais suave por lá é uma temporada nos campos com trabalhos forçados, creio que a grande maioria das pessoas por lá não será metida a besta ao contrariar o gordinho. E não pense que o governo não tem como detectar quem fura o cerco: ações como o compartilhamento de pendrives são de certa forma facilmente rastreáveis através do Red Star, o sistema operacional estatal que marca os dispositivos. Alternativas mais inocentes, como o compartilhamento de Wi-Fi que embaixadas costumavam fazer também foi podado.

Curiosamente um serviço escapou: o Instagram não foi mencionado e até onde se sabe continua sendo permitido, algo que credito mais à incompetência mesmo: os oficiais devem achar mesmo que o app só serve para publicar fotos de gatos, comida e dos feitos do Grande Líder.

Essa decisão será recebida com bastante antipatia, mesmo entre os defensores da Melhor Coreia (aqui temos alguns) que desejam passear pelo país no futuro, algo que pode prejudicar os planos do gordinho de atrair mais de dois milhões de turistas até 2020. Sim, eu sei, coisa de maluco.

Fonte: AP.

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