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Apple quer bipar palavrões e pr0n em músicas e audiobooks, e isso é péssimo

Mais uma dos carolas de Cupertino: Apple patenteia método para identificar e censurar palavrões ou conteúdo inadequado em músicas e audiobooks

4 anos atrás

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Vamos abrir o jogo aqui: a Apple é uma empresa extremamente moralista. Isso vem desde Steve Jobs, que bateu o pé e não deixou que se distribuísse pr0n no iTunes sob nenhuma forma, mesmo com a desculpa de nú artístico. O app do 500px, um dos melhores portfólios fotográficos online levou uma bordoada da maçã nesse sentido, foi banido e só voltou depois de dificultar em muito a busca por nudez para os usuários.

A censura que fez mais barulho foi obviamente a da Playboy: tanto o app quanto a revista digital não traziam nudez, e foi interessante ver que mesmo Hugh Hefner foi obrigado a engolir o minha casa, minhas regras de Steve Jobs a ficar sem vender. Claro, com o tempo a publicação de papel aniquilou os “nudes” por não conseguir concorrer com a internet, mas na época a decisão causou um baita estardalhaço.

Vários aplicativos levaram porrada: o ComiXology, o app de quadrinhos foi um deles ao ter seu conteúdo mais pesado removido. Outros filtram pr0n proativamente com medo de levar ban, como é o caso do Vine e do Instagram. Só que isso é pouco, o machado de maçã pode descer mais uma vez e de uma forma mais agressiva e desagradável.

A Apple não controla as músicas e audiobooks que são comercializados no iTunes, ao menos não diretamente. O máximo que acontece é o que a Lei determina, que haja classificação indicativa. Só que a gente não é besta, a molecada não está nem aí e vai continuar ouvindo os álbuns do Eminem com todos os palavrões e referências sexuais a que tem direito.

A Apple sabe disso e resolveu que não pode deixar assim. Logo…

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Com o nome de “Gerenciamento, substituição e remoção de letras explícitas durante reprodução de áudio”, a mais nova patente registrada pela Apple (apresentada em setembro de 2014 mas garantida agora) descreve um método de censura automática: durante o streaming um algoritmo faria o reconhecimento do áudio em tempo real e o compararia com um dicionário de palavras e expressões inadequadas. Encontrado um trecho problemático o sistema trataria de substituí-lo por um bip, uma sequência de silêncio ou mesmo poderia trocar a expressão por algo mais educado.

Isso não se limita apenas a músicas: audiobooks também estariam sujeitos ao algoritmo e questiono se podcasts distribuídos no iTunes também não entrariam na roda. O sistema poderia reconhecer palavrões e gírias impróprias e em casos mais extremos, censurar trechos inteiros onde o conteúdo é ofensivo para crianças e floquinhos do Tumblr, como pr0n.

Claro, pode ser que a patente nunca saia do papel mas há a possibilidade ainda que remota da maçã censurar o Apple Music, que é um serviço em tempo real. Considerando que Cupertino é recheada de carolas não duvido que isso seja colocado em prática, mas de qualquer forma saberemos no que isso vai dar com o tempo.

Fonte: Business Insider.

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