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E essa agora: Sony estaria cogitando lançar um “PS4,5”

Rumores dizem que Sony pode estar desenvolvendo uma versão do PS4 com hardware mais potente, que pode ser um novo console ou um periférico

3 anos atrás

ps4

Quando as notícias da Microsoft em torno do tal Xbox One modular já não pareciam das melhores… segundo fontes apuradas pelo pessoal do Kotaku (eu sei, eu sei, mas convenhamos que quando o assunto é Ubisoft eles acertam sempre, então dêem um crédito). A Sony estaria trabalhando em uma versão revista e atualizada do PS4, com hardware significativamente mais poderoso.

E você já imagina onde isso pode dar.

Ao que tudo indica a Sony já estaria na fase de briefing, definindo os contornos do que poderia vir a ser o tal “PS4,5” (até onde se sabe não é o PS5, os projetos seriam diferentes). O dito console de mesa intermediário da Sony viria equipado com uma GPU atualizada, capaz de entregar gráficos rodando em resolução 4K a 60 frames por segundo de forma constante, de forma a equipará-lo com as mais modernas estações de jogos da Glorious PC Master Race. O intuito segundo as fontes seria esse mesmo: tornar a plataforma mais competitiva se comparada aos jogos rodando em um computador.

Ao mesmo tempo, o poder de processamento elevado serviria para dar um boost nos jogos que o PlayStation VR viria a rodar, dando a entender que muito provavelmente o atual console não seja tão poderoso a ponto de entregar uma experiência de realidade virtual tão boa assim. Vale dizer que ele já é inferior ao Oculus Rift e ao HTC Vive, e nos resta apenas saber qual seria a diferença de performance entre as duas plataformas da Sony.

Agora o ponto que todo mundo quer saber: embora haja a possibilidade de que tal upgrade seja um periférico tal qual a proposta do Xbox modular da Microsoft (que é bom lembrar, não seria a versão atual) e esse seria o passo mais justo a ser dado, tudo leva a crer que se trata de um hardware completamente novo, tal como a Nintendo fez com o New 3DS: um novo portátil com hardware atualizado e jogos exclusivos (o que se olharmos para trás nem foi a primeira vez que ela fez isso, vide o Game Boy Color).

O cerne da questão é algo que pode estar mudando nas companhias desenvolvedoras de consoles, que é a filosofia em torno da atualização de seu hardware. Ainda que o Wii U tenha sido deveras mal sucedido, se passaram apenas três anos entre o lançamento do seu console e o anúncio do NX, uma nova plataforma. Tradicionalmente os consoles são o Matusalém dos gadgets, lançados com especificações altas (menos você Nintendo, mas isso é culpa das ideias de Gunpei Yokoi) e projetados para viverem por muitos anos. A sétima geração, que oficialmente respira por aparelhos está aí como a mais longeva de todas: o Xbox 360 tem onze de idade e o PS3, dez.

Podemos estar vendo a possibilidade dos fabricantes desejarem emular o ciclo de atualização de hardware do mercado mobile, encurtando ao máximo possível o ciclo entre plataformas. Enquanto a Microsoft apareceu com a possibilidade da modularidade, o que em teoria faria da próxima versão do Xbox One um console eterno, a Sony pode ir para o caminho da substituição completa da plataforma. Em tese games do PS4,5 poderiam rodar normalmente no PS4, mas não gozariam das vantagens oferecidas para a geração intermediária.

Este é um pensamento perigoso. A Sony hoje possui a liderança do mercado, vende dois PS4 para cada Xbox One e está nua situação confortável. Lançar uma versão revista de seu console com suporte a 4K — e sabe lá quais outras vantagens — e correr o risco de alienar uma base instalada de 40 milhões de jogadores é um cenário que pode se revelar catastrófico. E, em última análise, pode significar o fim do cenário de consoles como um todo: porque se tivermos um novo PlayStation a cada três ou quatro anos ou uma nova variação modular do Xbox dentro do mesmo período de tempo, é muito mais vantajoso investir em um PC da NASA e realizar updates de hardware pontuais.

Claro, como eu disse as informações podem ser fruto da maior balela de 2016 até o momento, mas se levarmos em conta o movimento da Microsoft não é tão difícil de a Sony fazer algo semelhante.

Procurada, a Sony se recusou a comentar sobre o assunto.

Fonte: Kotaku.


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