Twitter anuncia o fim do TweetDeck para Windows

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Não há uma vez sequer que escrevo sobre o TweetDeck e a primeira coisa que me vem à cabeça é o famoso, único e inigualável TweetDeck AIR (ou, para os íntimos, TweetDeck amarelinho). Para mim, de longe, o melhor cliente desktop para Twitter que já existiu. Mas aí o Twitter comprou o cliente e o descontinuou. Acontece.

Ao longo dos últimos anos, o Twitter deu bastante atenção ao seu cliente oficial, melhorando a interface web e adicionando funcionalidades que, até então, estavam disponíveis somente no twitter.com. Nesta quinta-feira, chegou o esperado anúncio: o Twitter avisou que, a partir de 15 de abril, o cliente desktop do Twitter para Windows deixará de funcionar e os usuários terão que usar o tweetdeck.com.

Uma outra novidade anunciada pela rede social do passarinho azul foi o compartilhamento da “sessão” entre as duas versões web. A partir de agora, ao logar no twitter.com e acessar o tweetdeck.com, o usuário não precisará mais digitar as suas credenciais. O mesmo vale para quem autenticar no tweetdeck.com e acessar, depois, o twitter.com. Tal compartilhamento passou a ser possível devido ao fim do login nativo no próprio TweetDeck que foi anunciado pelo Twitter há um ano.

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De quebra, o Twitter também anunciou uma outra novidade, disponível, inicialmente, para os usuários do cliente oficial para iOS. A partir de agora, os usuários do OS mobile da Apple poderão refinar as pesquisas por transmissões feitas via Periscope. Até então, era possível filtrar por fotos, vídeos, notícias e pessoas.


Concordo que é melhor ter um cliente (no caso, a versão web) bem completo, do que ter vários clientes capengas. Se, com o fim da versão para Windows, o Twitter continuar levando, ao TD web, todos os recursos (como as enquetes) do twitter.com, certamente valerá a pena.

Particularmente, o fim da versão para Windows não mudará em nada a minha vida. Por padrão, só acompanho a timeline via tablet/celular e utilizo a versão web do Twitter apenas para ver/responder mentions. Mas acredito que, assim como o TD amarelinho, o fim da versão azul para desktop deixará muitos órfãos.

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Autor: Ricardo Fraga

Mineiro de Juiz de Fora, é amante de tecnologia. Jornalista por vocação e em formação, foi editor do Google Discovery e, atualmente, escreve sobre tecnologia no TechTudo e Meio Bit.

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