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Primeiras impressões sobre o Galaxy S7, e um papo com Renato Citrini da Samsung Brasil

Passei a última semana com o Galaxy S7, e este post é um review rápido com minhas primeiras impressões do aparelho. O design e a pegada do S7 me agradaram bastante, especialmente as bordas curvas da parte de trás, que oferecem ótima pegada. A câmera do S7 é um capítulo a parte, com excelente abertura e foco ultra-rápido. Também conversei com Renato Citrini da Samsung Brasil sobre o S7, S7 Edge, além da aposta na realidade virtual com o Gear VR e o Gear 360.

3 anos e meio atrás

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Testei na última semana o Galaxy S7, e apesar de não ter tido tempo de fazer um review completo, este post é para passar as minhas impressões ao fim do embargo, mas a missão é completar o teste e gravar um vídeo para o nosso canal no YT, além é claro de testar o S7 Edge. O post é para falar da minha experiência: não vou ficar criticando o preço do aparelho, bem alto (o Galaxy S7 32 GB será vendido a R$ 3.799, enquanto o Galaxy S7 Edge 32 GB sairá por R$ 4.299), mas é o investimento que se faz para ter um topo de linha da Samsung.

Apesar de a espessura ter aumentado em relação ao S6 (de 6,8 para 7,4 mm), o S7 tem a parte de trás com curvas, o que dá uma ótima pegada ao aparelho: é claro que não tão boa quanto a do S7 Edge, que tem a mesma curva na parte de trás e na parte da frente. A tela de 5,1 polegadas do S7 é confortável e tem um bom tamanho, mas os entusiastas de telonas certamente vão preferir o S7 Edge ou outros concorrentes gigantes. Uma coisa o S7 supera o S7 Edge, na resolução da tela Super AMOLED, pois como a tela é menor, a densidade de pixels é maior, 577 pontos por polegada.

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O leitor de digitais é bem rápido, e também tem uma espessura menor do que o botão do S6 e o do Note 5, o que é só um detalhe, mas é muito bem-vindo. A protuberância da câmera traseira também ficou bem menor (apenas 0,46 mm).

O tamanho é um pouco maior do que o concorrente direto iPhone 6s, mas bem menos que os 5,5″ do S7 Edge ou do iPhone 6s Plus. A preferência sobre o tamanho da tela é algo que varia de usuário para usuário, mas a tendência é de telas cada vez maiores. A Samsung poderia ter oferecido um Edge com tela menor, mas eu prefiro a opção pela simplicidade.

A tela fica sempre ativa, mostrando as notificações, hora, data e a quantidade de bateria restante, o que pra mim é bem útil, mas conheço pessoas que irão desativar esta função. Não existe uma forma de ligar o aparelho na tela, mas isto acaba não fazendo diferença graças ao leitor biométrico, naturalmente você vai acabar ligando o S7 com ele.

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E chegamos a um dos diferenciais do S7 (e do S7 Edge), a excelente câmera de 12 megapixels com estabilização óptica, Dual Pixel e lente com abertura ƒ/1,7; o que garante um ângulo de captura bem amplo. A câmera frontal também conta com abertura ƒ/1,7. A câmera tem vários efeitos interessantes como o modo de panorama em movimento, o que salva pequenos trechos em vídeo de cada foto e o timelapse. Ah, e uma coisa bem prática do S7 é que para ligar a câmera é só apertar duas vezes o botão Home. No geral, esta é uma das melhores câmeras que já vi em um smartphone, mas ainda preciso fazer o review completo.

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Outro ponto alto do S7 é a sua certificação IP68, que permite que você use ele em dias de chuva sem se preocupar com nada, e até mesmo dê um mergulho rápido na piscina para gravar vídeos ou tirar fotos debaixo d’água. O processador é um Exynos 8890 octa-core com 4 GB de RAM, e ele tem modelos com 32 e 64 GB de capacidade, com suporte para cartões micro-SD (que fica no mesmo slot do SIM).

Para fechar a presente matéria, um papo com o gerente de produtos da Samsung Brasil, Renato Citrini, que conversou comigo sobre o S7, o S7 Edge e também sobre o Gear VR e o Gear 360, novos produtos de realidade virtual da empresa.

Meio Bit: Renato, quando a Samsung optou por retomar alguns recursos que tinha abandonado no S6, qual foi o principal dessa volta?

Renato Citrini: a Samsung sempre ouve nossos usuários. Nós focamos o nosso desenvolvimento nos retorno dos usuários. O uso de telas curvas, o acabamento em metal e vidro tornou mais difícil a vedação com certificação IP68, então o S6 não contava com isto. Nosso desafio era conseguir fazer uma vedação em metal e vidro tão boa quanto a de plástico e borracha. Outro ponto fundamental do S7 foi a bateria maior que a do S6, você sabe o quanto o Waze gasta de bateria com a tela ligada o tempo todo. O S6 era bem fino, mas agora abrimos mão desta espessura, o S7 é 1 mm mais espesso mas tem muitos recursos.

MB: o quanto a Samsung mexe no Android para deixar ele mais adaptado ao seu processador Exynos (e ao Snapdragon 820)?

Citrini: nós fazemos isto quando o Google disponibiliza as versões, nós colocamos um pouco da inovação, de visão da Samsung em cima da versão crua do Android. O reconhecimento de impressões digitais por exemplo, vem desde o Galaxy S5. O uso de canetas stylus vem da nossa linha Note, e existe um rumor que estará na próxima versão do Android. A tela dividida existe há muito tempo nos nossos smartphones. Nós colocamos nossa visão, nossa inovação em cima do Android.

MB: fiquei muito bem impressionado com a câmera do Galaxy S7. Qual é o grande diferencial dela em relação a câmera do S6?

Citrini: na câmera do S7, nós trabalhamos em três pontos, a lente com ótima abertura, que permite capturar imagens com pouca luminosidade. Na câmera do S7, cada pixel é maior, cada ponto vai ter mais luz, o que gera uma imagem com maior qualidade. A tecnologia Dual Pixel foi lançada em câmeras profissionais e semi-profissionais, e agora chegou ao smartphone. Cada pixel não só ajusta a luz, mas também trabalha para ajustar o foco. Pro usuário final, nada disso importa, o que importa é que ele vai ter uma boa foto, não importa o ambiente ou as condições.

MB: em termos de design, o S7 lembra muito o S6. Qual seria o seu destaque?

Citrini: usamos uma tela curva com o vidro frontal, e uma curva mais acentuada na parte traseira, o que dá mais conforto quando o aparelho está na nossa mão. Usamos nosso smartphone 10 horas por dia, então é importante que cada detalhe do design seja levado em consideração.

Também usamos um filme óptico entre o vidro e o metal que dá uma sensação de profundidade. O importante no design do Galaxy S7 é a integração entre o vidro e o metal, com destaque para a área útil da tela, que traz o benefício para o usuário.

MB: para terminar, queria que você falasse sobre a aposta da Samsung na realidade virtual. Qual o futuro da tecnologia nos aparelhos da Samsung e o que tem sido feito para criar conteúdo para esta nova plataforma?

Citrini: o smartphone vem incorporando tecnologias há várias gerações, mas agora também vemos que ele pode ser a porta de entrada para dispositivos novos, como o VR. Esta é uma tecnologia que te transporta, que te dá a sensação de te levar para outros mundos, outros ambientes, um jogo com um mundo a ser explorado, um apartamento que ainda não existe, diferentes situações que a realidade virtual vai trazer.

A realidade virtual é uma aposta muito forte para a Samsung, esta é nossa terceira versão do Gear VR, e também estamos falando com desenvolvedores para criação de conteúdo. É muito fácil se esquecer que quem está por trás de tudo é a tela e o processador do seu smartphone. O VR também vai marcar uma nova forma de comunicação social, onde as pessoas vão ter seus dispositivos como a nossa câmera VR, a Gear 360 e poderão produzir conteúdo em realidade virtual para compartilhar em suas redes sociais.

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