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Review: LG K10, um intermediário com preço de mid-high

Confira nosso review do K10, o smartphone intermediário da LG que apesar da boa performance não é a melhor escolha em sua categoria, dado seu preço

4 anos atrás

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Introduzida no mercado no último mês, a nova linha K da LG busca se posicionar no mercado de smartphones intermediários com aparelhos de boa performance e especificações mais modestas, a´te para conter os custos em tempos de crise e fim da Lei do Bem.

O K10 é o top das três variantes apresentadas, um bichinho que muito lembra o Moto G, hoje sucesso de público no Brasil graças às suas características e preço outrora atraente. O grande problema para a LG é que o momento da economia brasileira não é dos melhores; isso se refletiu no preço do K10 e dadas suas características ele ficou um tanto sem um público-alvo definido.

Primeiras impressões

O LG K10 possui um design muito bom. Seu vidro frontal é um 2,5D de bordas levemente arredondadas, que conferem maior conforto na hora de ser utilizado. O uso de policarbonato em sua estrutura o deixou extremamente leve, apesar de seu tamanho. A traseira plástica texturizada evita que o K10 escorregue da sua mão e  confere uma pegada bastante firme.

A tampa é removível e permite acesso tanto à bateria de 2.300 mAh quanto aos slots para chips de operadoras e Micro-SD. O K10 possui pleno suporte a Dual-SIM, contando com três entradas. O smartphone é 4G porém apenas um dos chips tem acesso à rede de alta velocidade, enquanto o segundo ficará limitado a no máximo 3G.

Os botões físicos de Ligar e controles de volume estão novamente localizados na traseira do smartphone, logo abaixo da câmera principal. Isso é uma característica presente em seus principais aparelhos desde o G2 lançado em 2013, embora o G5 tenha aberto mão do design legado. A posição dos botões no meio do aparelho torna seu uso confortável tanto por destros quanto por canhotos, que é o meu caso.

No fim o K10 é um bom aparelho visualmente, bem acabado e que se mantém dentro do esperado de dispositivos da categoria intermediária.

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Display

O K10 é um mid um tanto grandinho para sua categoria, mas isso não chega a ser um problema. Ele possui um display de 5,3 polegadas com a esperada resolução HD, o que resulta em uma densidade de aproximadamente 277 pixels por polegadas. Por causa de seu tamanho a qualidade cai um pouco, a ponto de ser possível identificar os pixels individualmente; claro, na hora do vamos ver isso nem chega a incomodar. Você poderá assistir seus vídeos de gatos e gameplays de Minecraft com conforto, e nem vai perceber que a tela não é 1080p.

Como é de praxe da LG o painel é um IPS LCD que reproduz cores bem vivas e definidas, e o ângulo de visão é bastante amplo. Embora a qualidade do OLED sobre o LCD seja maior, os coreanos possuem excelência em incrementar suas telas de cristal líquido e por causa disso, podem apresentar excelentes resultados mantendo o custo do componente baixo.

Hardware e Software

O K10 vendido no Brasil é a versão equipada com o SoC MT6753 da MediaTek, um octa-core 64 bits com oito núcleos Cortex-A53 de 1,14 GHz e GPU Mali-T720MP3. Embora o chip seja bastante rápido ele enfrenta um problema que é a pouca memória RAM do dispositivo. Com apenas 1 GB o potencial do aparelho em si acaba bastante limitado. Ele não é um smartphone ruim, mas tinha o potencial de ser mais, bastava mais 1 GB.

Já a capacidade de armazenamento é a esperada da categoria, 16 GB de espaço interno e suporte a cartões de memória micro-SD de até 32 GB. Nada espetacular mas também não decepciona.

Fora isso temos o de sempre: Bluetooth 4.1, Wi-Fi, GPS, NFC, GLONASS e etc. O conector ainda é o micro-USB 2.0, mas nem dava para esperar mais do que o básico nesse aspecto; o USB-C reversível só estará presente em alguns tops de linha num primeiro momento.

O modelo testado, de traseira indigo é a variação compatível com TV digital, e é acompanhado daquele pequeno adaptador que é conectado na porta P2. Porém, como este que vos escreve mora para lá de Pindorama e o sinal é uma lástima, não consegui sintonizar nenhum canal. Por isso prefiro me abster de opinar sobre esse aspecto do K10 já que as condições não foram favoráveis (e toda vez que eu saía de casa eu esquecia de carregar a maldita antena).

Já sobre o software: o Android 6.0 Marshmallow passeia no hardware limitado do K10, sem muitos problemas ou engasgos. Dada a quantidade limitada de RAM o multitarefa e navegação entre apps se torna um tanto lenta quanto mais programas estiverem abertos, mas por causa do bom SoC é preciso forçar um bom tanto para notar perda de performance nesse sentido.

A instalação de apps se deu sem maiores problemas, mesmo os mais pesados e aleatórios que costumo utilizar foram aceitos sem problemas pelo K10. Quanto à compatibilidade ele é muito bom e não faz feio.

A LG UX, a camada de customização proprietária da companhia da Pior Coreia se faz presente aqui também, embora seja a mesma vista no G4 e não a versão atualizada do G5. Os recursos são basicamente os mesmos, é possível travar e destravar a tela dando dois toques com o dedo. Entretanto o KnockCode, o padrão de toques que vinha dos aparelhos mais antigos não foi implementado.

Por fim, a LG já confirmou que a atualização do K10 para o Android 7.0 N (Nougat? Nerds? Nutella? Nêga Maluca?) está garantida.

A Performance

kids-in-americaPois bem, vamos ver do que o aparelho é capaz. Trabalhar com ele, embora não seja o melhor cenário é possível, fazendo-se uso de apps de produção como Google Docs, Office e WordPress e auxiliares como Pocket e Feedly. Usar o recurso de deslizar o dedo pela tela é bom mas suscetível a muitos erros, e um teclado portátil ainda é a melhor pedida.

Mas vamos forçar um pouco mais, primeiro com execução de áudio. O alto-falante do K10 é bom e não distorce tanto os sons e músicas, mas na hora de ouvir uma boa trilha sonora é sempre bom ter fones de ouvido. O par que acompanha o smartphone é simples, não é intra-auricular mas também não vai machucar suas orelhas como o que acompanha o Moto Maxx, que eu não consigo utilizar nem por decreto. Fora isso ele possui uma qualidade de som mediana, adequada para o que o K10 se propõe a ser.

Como não sou muito fã da interface legada dos players de música e estava com preguiça de copiar minha biblioteca do Maxx para o K10 e rodar o Google Play Música, apelei para o Spotify e sincronizei algumas playlists para execução offline. Após duas horas o consumo de energia foi mínimo, menos de 11%. Com o chip 4G ligado o gasto de energia subiu um pouco, para mais aceitáveis 19%.

Muito bem então, se o K10 possui um bom gerenciamento de energia na hora de executar áudio, o que podemos dizer do uso da GPU Mali-T720 a 450 MHz? Vamos ver como ele se sai na hora de rodar vídeos então.

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Novamente o K10 se saiu sem maiores problemas. Tanto vídeos menores salvos na memória interna do smartphone como streaming via YouTube a 720p, mesmo numa taxa de frames de 60 fps foram executados perfeitamente, e nem dá para lembrar que o aparelho só tem 1 GB de RAM. Aparentemente a LG fez um bom trabalho na hora de customizar o Android e limitar ao máximo a quantidade de bloatwares no sistema, que só consomem recursos e ninguém usa.

Só que como eu não sou flor que se cheire resolvi apelar. Joguei um filme em Full HD (exato, acima da capacidade da tela) no cartão de memória, abri o VLC, app conhecido por passar quase todo o processamento de vídeo nas costas da CPU e apertei o play.

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Surpresa, após duas horas apenas 20% da bateria foi drenada e o K10 sequer esquentou. Muito bom mesmo.

Games? O K10 dá conta também. Mesmo títulos mais pesados como Asphalt 8, Mortal Kombat X e Homem de Ferro 3 rodam perfeitamente, embora nesse caso a bateria comece a chorar. A pouca RAM aliada ao uso de CPU e GPU a toda potência drenam a bateria com maior velocidade nesse caso. De qualquer forma ele consegue ser um player de mídia muito bom, mas é preciso ter em mente que sua bateria é de apenas 2.300 mAh.

A Câmera

Ela é apenas… boa. Com 13 megapixels, Flash LED e abertura ƒ/2,2 mas sem a maioria dos controles especializados presentes no G4, é preciso um pouco mais de empenho e de uma ajudinha das condições de luz para se tirar boas fotos; o conjunto entretanto é bom o bastante para você não acabar com imagens tão ruins que precisam passar por um pós-processamento pesado para ficarem minimamente decentes. Há opções de embelezamento aqui também, mas elas não são tão essenciais assim.

Ainda assim é possível tirar fotos externas muito boas. Já as internas podem variar um pouco.

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A câmera frontal por sua vez conta com 8 Mp e abertura ƒ/2,4; e por isso ela precisa de um pouquinho mais de luz para tirar selfies de boa qualidade. A resolução no entanto é boa, suas fotos para o Instagram não irão acabar muito granuladas. O legal é que a câmera permite tirar fotos com o gesto de fechar a mão, então você não precisa segurar o aparelho enquanto faz bico.

Para a galeria completa com fotos na resolução máxima, clique aqui.

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Veredito

O K10 poderia ter sido um excelente smartphone caso tivesse dado as caras em 2014, com grandes chances de dar uma canseira no Moto G de segunda geração. O grande problema é que com o fim da Lei do Bem, a categoria intermediária está perdendo o sentido de ser. Ele chega custando de R$ 1.199,00, exatamente o mesmo preço do Moto G 2015 com TV digital e mesmo ele já enfrenta redução nas vendas, porque a Lenovo segura seus preços o máximo que pode.

No cenário atual, aqueles que consumiam aparelhos de meio-termo estão ou fazendo de tudo para não substituírem seus smartphones, ou caso não haja muita opção migrando de volta para os dispositivos de entrada. A escalada dos preços está machucando o mercado e pouca gente se sentirá disposta a investir tanta grana em um aparelho que pode ficar defasado em pouco tempo, dada sua limitação de memória.

http://www.youtube.com/watch?v=skedzvviBWM

LG Mobile Global — LG K10 and LG K7 : Official Product Video

Porém o smartphone me surpreendeu. Eu esperava uma performance bem abaixo do que eu encontrei, ele fica bem parelho com o Moto G atual que também só possui 1 GB de RAM, é bom lembrar. O problema infelizmente é que morrer em R$ 1,2 mil com um modelo intermediário hoje em dia é algo a se pensar muito.

Pontos fortes:

  • performance acima da média;
  • excelente acabamento para sua categoria;
  • Dual-SIM e 4G, com um terceiro slot dedicado ao Micro-SD

Pontos fracos:

  • pouca RAM;
  • preço salgado.

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