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Estariam os jogos musicais mortos (de novo)?

Activision lamenta baixas vendas do Guitar Hero Live e joga dúvida (novamente) sobre o futuro dos jogos musicais.

4 anos atrás

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Recentemente a Activision divulgou o resultado financeiro do último trimestre e um detalhe que chama a atenção é a decepção da empresa com as vendas do Guitar Hero Live, jogo que não tinha como objetivo apenas resgatar o interesse das pessoas pela franquia, mas também mostrar se ainda existe mercado para o gênero.

Nós tivemos uma performance abaixo do esperado com o Skylanders e o Guitar Hero,” declarou o diretor financeiro da empresa, Dennis Durkin, para então passar a palavra para o CEO Eric Hirshberg.

O Guitar Hero Live é um divertido jogo de alta qualidade que introduziu uma inovadora jogabilidade aos fãs, incluindo a plataforma GHTV, que mantêm nossa comunidade engajada e que nos permitirá entregar novos conteúdos de forma rentável e construir nossa base instalada. Nós planejamos lançar novos conteúdos, mas não outro Guitar Hero completo neste ciclo de consoles.

Esta última frase é importante, pois deixa claro o quão frustrada a empresa está com o desempenho comercial do jogo e embora ainda seja cedo para fazermos tal afirmação, tudo leva a crer que logo veremos a segunda morte dos jogos musicais.

Digo isso porque além das fracas vendas do Guitar Hero Live, o mesmo parece ter acontecido com o Rock Band 4, o que inclusive levou a Mad Catz a demitir 37% dos seus funcionários, já que como são eles que fabricam os instrumentos para o jogo da Harmonix, estava ali a esperança de encher os cofres da companhia.

Como nenhuma das desenvolvedoras divulgou os números de suas criações, nos resta recorrer ao site VGChartz para termos pelo menos uma noção de como andam as coisas e assim sabemos que enquanto o título da Activision vendeu cerca de 1,62 milhão de cópias, o concorrente está na casa de 640 mil unidades, mas é importante notar que o RB4 só saiu para PlayStation 4 e Xbox One.

O interessante agora será ver até quando essas empresas continuarão apostando em tais jogos, por quanto tempo eles ainda receberão novas músicas, mas por mais que eu adore títulos assim e esteja louco para jogar essas novas versões, continuo achando que o melhor — pelo menos para os jogadores — seria se eles funcionassem como uma plataforma, podendo até ser distribuídos gratuitamente e nos cobrando apenas pelas músicas que quiséssemos tocar.

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