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Para luditas, Projeto Loon do Google é perigoso

Google tem que explicar ao FCC que Projeto Loon não representa riscos ao meio ambiente, após luditas (e concorrentes) fazerem uma série de denúncias

4 anos atrás

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Em seus quase três anos de vida o Projeto Loon evoluiu bastante. Os balões atmosféricos que levam internet de alta velocidade a áreas remotas do planeta já percorreram mais de 17 milhões de quilômetros, contratos com operadoras já foram fechados e embora ainda não seja uma forma estável de contar com conexão à rede, é melhor do que nada para muita gente.

Claro que um projeto desse tamanho não agrada todo mundo. Quando o Google anunciou que iniciaria uma bateria de testes nos Estados Unidos uma legião de luditas encheu a caixa do correio da Comissão Federal de Comunicações (a FCC), dizendo que os balões seriam a causa de tudo de ruim que existe no mundo.

Vamos recapitular: o Projeto Loon visa criar uma enorme rede de balões estratosféricos para levar internet de graça em alta velocidade. A resistência e manobrabilidade dos balões foram melhoradas em muito desde o anúncio do projeto em 2013 e embora se pareça com um programa de caridade, não podemos esquecer que o Google vive de anúncios e quanto mais gente conectada utilizando seus serviços, mais dinheiro pinga na caixinha da Dona Baratinha. Os balões também foram testados no Brasil, com excelentes resultados.

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Em 2014: alunos da Escola Municipal Linoca Gayoso Castelo Branco, na cidade de Campo Maior, Piauí assistem a aula com acesso à internet provida pelo Projeto Loon

Só que nem todos estão vendo os balões com bons olhos. Bill Gates foi de forma surpreendente um dos primeiros a descer a lenha no Google, utilizando a carta com tanta gente passando fome sem entender que Mountain View não está fazendo caridade. Agora que os testes no território norte-americano se aproximam uma nova rodada de reclamões surgiu, na forma de um monte de luditas que escreveram diversas reclamações para a FCC, dizendo que os balões representam uma ameaça: aumento de exposição a radiação, microondas, radiofrequência, etc. etc. etc…

Claro, não para por aí: no meio das queixas há algumas de companhias que afirmam que os balões do projeto poderiam causar interferência em suas próprias redes, o que é balela — o que não querem é concorrência.

O Google não quer ver o Loon ser derrubado dos céus por puro FUD e encaminhou um documento do FCC, explicando que o projeto é totalmente inofensivo e não representa ameaça nem ao meio ambiente, tampouco às pessoas. Na verdade, por operarem em altitudes de até 22 km os radio-transmissores são mais inócuos do que outros métodos que a comissão normalmente autoriza a operarem, como o Google sabiamente cutucou.

É fato que os balões deverão passar pelo crivo do FCC, mas seria muita sacanagem ver o Loon tomar uma canseira da FCC por pura encheção de saco de um bando de pessoas que ainda acha que celulares causam câncer e de companhias que não querem ver uma gigante entrando em sua área e ameaçando seus negócios.

Fonte: Business Insider.

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