Foxconn oferece mais de R$ 21 bilhões para adquirir a Sharp

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Enquanto a Foxconn aperta o cinto por aqui, lá fora o cenário é bem diferente. A companhia taiwanesa e uma das principais montadoras de eletrônicos do mundo ofereceu a gorda soma de 600 bilhões de ienes (em torno de US$ 5,13 bilhões ou R$ 21,32 bilhões) para adquirir a japonesa Sharp, outrora uma das grandes fabricantes de eletrônicos e que ainda detém excelência na hora de produzir displays LCD, o motivo pela oferta.

E caso o negócio seja fechado a Apple pode vir a ser uma das mais beneficiadas.

A Foxconn vem cortejando a Sharp não é de hoje. Desde setembro último a montadora tenta sem sucesso passar a mão na companhia nipônica por um simples motivo: as telas que ela produz são de qualidade ímpar. Hoje a Sharp não é nem sombra do que foi outrora, mas ainda fabrica TVs (algumas bem interessantes… e caras) e displays para fora. Muitas fabricantes de dispositivos móveis utilizam seus produtos, uma delas sendo a maçã.

Sendo a Apple uma das poucas fabricantes que ainda não migrou para displays OLED, o display LCD ainda é o componente mais caro de seus iPhones. Como a Foxconn não fabrica telas, apenas as compra de fora é um custo um tanto alto para se manter, tendo em vista que produzir uma tela do tipo é algo caro.

Comprar a Sharp seria uma forma da Foxconn reduzir seus próprios custos de produção na hora de montar os diversos dispositivos para seus parceiros, que não são poucos. Porém a Apple se beneficiaria do negócio de mais de uma forma: uma delas seria deixar de adquirir telas da LG e Samsung, que embora sejam de qualidade excelente esbarram no fato de Cupertino manter acordos com rivais, especialmente a Samsung (de quem ela não consegue se livrar no que diz respeito aos chips AX). Por outro lado ela pode conseguir uma redução de preço dos componentes, o que significaria uma redução no preço de custo final do iPhone, e por fim maiores lucros. Já a Foxconn poderá ganhar mais dinheiro com os pedidos pois deixará de comprar peças fora.

Por enquanto nada foi confirmado, é possível que a Sharp se esquive novamente como vem fazendo nos últimos meses, embora a empresa não esteja indo muito bem das pernas. Em última análise especialistas locais mostraram preocupação em deixar uma das companhias de tecnologia mais tradicionais do país cair nas mãos de controladores estrangeiros.

Fonte: Wall Street Journal.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Profissional de TI auto-didata, blogueiro que acha que é jornalista e careca por opção. Autor do Meio Bit e Portal Deviante, podcaster/membro fundador/Mestre Ancião do SciCast e host/podcaster do Sala da Justiça.

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