Conheça o Atlas, o avô da Rosie d’Os Jetsons

TW1129-Rosie-Cleans-Up1

Existem duas abordagens principais em robótica, são filosofias que definem a essência dos projetos. Eles podem ser antropomórficos ou funcionais. É bem simples: R2D2 é funcional, C3PO é antropomórfico.

A abordagem funcional tem vantagens inegáveis se você está em um ambiente controlado. Digamos que o problema é remover as porcas de um pneu. Um engenheiro criará um mecanismo pneumático com uma ferramenta giratória com um encaixe de rosca na frente. Rápido e eficiente. Essa é a solução funcional.

Só que ela começa a cair por terra se você não sabe a posição ou o tamanho das roscas. Pode ser que a ferramenta não chegue até elas, ou que você tenha que trocar a ponta para a rosca certa. É mais fácil criar uma solução que use uma chave de rosca comum, daquelas com extensores, pontas intercambiáveis e cotovelos para chegar em cantos apertados. Essa é a solução antropomórfica.

Nossos robôs precisam conviver em um mundo adaptado para humanos. Eu também adoro o R2D2 e o BB-8, mas ele é tão pouco prático que 1/3 das cenas do Despertar da Força em que ele aparece, foram computação gráfica.

É mais fácil criar robôs adaptados ao nosso mundo do que adaptar o mundo a eles, e é o que a Boston Dynamics está fazendo com o Atlas, visto aqui numa demonstração de que está pronto para nos perseguir implacavelmente mesmo nas florestas.


Singularity Videos — Boston Dynamics’ Atlas Robot Tested Outside

O Atlas também está sendo ensinado a manipular objetos humanos. Isso faz todo o sentido, imagine quantas ferramentas teriam que reprojetar para que ele funcionasse no nosso mundo. Em outras demonstrações ele aparece manipulando válvulas e removendo destroços. Agora ele fez algo trivial mas importante: faxina.

Em um novo vídeo ele aparece operando vassouras e aspiradores, e mesmo sem levar em conta a metáfora de máquinas operando máquinas, ainda é muito legal:

DRCihmcRobotics — Atlas Cleans House

Note que o vídeo é acelerado: o Atlas ainda é beeem lento no processamento, mas a idéia é primeiro fazer com que ele aprenda as ações, velocidade vem depois, otimizando código e melhorando o hardware. Carros com direção autônoma processam bem mais informação muito mais rápido.

Por um tempo parecia que robôs antropomórficos eram coisa de ficção científica fora de moda, e que teríamos sim robôs tipo aquelas lulas do Matrix, mas pensando bem se já é complicado ensinar um robô a se mover como humano, algo que a maioria de nós tem certa familiaridade, imagine a pedreira que é pensar e se mover como uma lula.

No final parece que as versões futuristas mais inocentes estavam com a razão. Rosie pode ser uma realidade bem antes do futuro em que os Jetsons se passavam. Ou passado, se for verdadeira a teoria de que os Flintstones vieram depois e eram o que restou da sociedade depois do apocalipse nuclear.

Fonte: Slash Gear.

Relacionados: , , , ,

Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz, Calcinhas no Espaço e Do Tempo Em Que A Pipa do Vovô Subia.

Compartilhar

Aproveite nossos cupons de desconto:

Cupom de desconto Asus, Cupom de desconto Frio Peças, Cupom de desconto Mundo da Carabina, Cupom de desconto JBL, Cupom de desconto Costa Cruzeiros, Cupom de desconto Loja do Mecânico, Cupom de desconto Staples