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Twitter é processado por não impedir o crescimento do ISIS

Viúva de vítima do ISIS processa o Twitter acusando a rede social de não fazer nada para impedir o crescimento do grupo terrorista

3 anos atrás

achmed

O Twitter pode ter arranjado uma bela sarna para se coçar. Ao não ser tão ligeiro para combater o ISIS, que usa livremente a rede social para promover suas ações e recrutar soldados (e ser trollado no processo) ele acabou dando margem para ser direta ou indiretamente responsável pelo que os malucos de turbante andam fazendo pelo Oriente Médio. E agora uma cidadã norte-americana está processando o popular site de microblogsTM exatamente por isso.

Tamara Fields, moradora da Flórida entrou com uma ação contra o Twitter após o marido, o ex-militar Lloyd Fields Jr. ser morto na Jordânia em novembro último por um militante supostamente ligado ao Estado Islâmico, após este abrir fogo contra um posto policial em Amã, capital da Jordânia. A vítima estava no país prestando serviço de treinamento para os policiais locais para lidarem com ataques terroristas.

Segundo a viúva, que abriu um processo civil e não criminal o Twitter não cumpre a Lei Anti-Terrorismo dos EUA, ao permitir que o ISIS faça uso livremente de seus serviços. A reclamante alega que sem a rede social o Estado Islâmico não teria o mesmo alcance, não conseguindo por exemplo compartilhar seus feitos e assim, convencer aspirantes a homens-bomba a entrarem para o grupo.

Ela não está de todo errada, as redes sociais em geral demoraram muito para se tocarem que liberdade de expressão é uma faca de dois legumes, ao permitirem que qualquer um compartilhe qualquer tipo de conteúdo que não seja pr0n acabam dando chance para o inimigo fazer seu trabalho. O problema é que todas as redes fazem isso: o YouTube está entupido de vídeos dos ataques do ISIS, Twitter também; já o Facebook hospeda vídeos de execuções mas chilica com cotovelos.

O que a viúva quer é uma indenização vinda de uma retratação pública, já que o processo não menciona em momento nenhum que a rede foi utilizada para planejar o ataque. Se o Twitter perder a briga será obrigado a reconhecer que descumpriu a lei e seus próprios termos de serviço (que dizem que postagem que promovam crimes de ódio e violência são proibidos), o que implica em pagar compensações à vítima ou familiares por prejuízos causados por atos terroristas, que podem chegar a três vezes o valor dos danos incorridos da morte de seu marido.

Já sobre o conteúdo: Twitter, Apple, Facebook, Microsoft e Google, entre outras grandes companhias já estão dialogando com o FBI, a NSA e outros órgãos de segurança dos EUA como proceder para contra-atacar o cyber-terrorismo, buscando meios de impedir que o ISIS e outros grupos usem suas ferramentas para compatilhar suas ideias e fazer recrutamentos. Melhor do que a ideia de alguns imbecis por aí de fechar a internet

Fonte: NBC.

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