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Aumento de frequência na Locadora deixa a indústria louca

E a Locadora continua firme: registrado um grande aumento no número de downloads de filmes e séries em 2015 em relação ao ano anterior

3 anos atrás

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Vingadores: A Era de Ultron foi o segundo mais baixado entre os filmes lançados em 2015, e o terceiro no geral

Os anos passam, a indústria do copyright continua pegando pesado e a Netflix e similares continuam trazendo conteúdos com qualidade e preços acessíveis, mas tão certo quanto o Sol que nasce todas as manhãs a Locadora do Paulo Coelho continua firme e forte. E mais, para desespero dos detentores dos direitos autorais o público que prefere apelar para os torrents está aumentando.

A Excipio, empresa de tecnologia que se especializou em rastrear os números alcançados por mídias distribuídas via P2P entre usuários listou os dez filmes mais baixados de 2015, e os números trazem preocupação para Hollywood: comparados os índices de 2014, cada vez mais pessoas estão aderindo à Locadora mesmo com diversas opções de consumo legais mais práticas e muitas vezes com preços atraentes.

Abaixo você confere a lista dos 14 filmes mais populares nos trackers em 2015:

    1. Interestelar (2014): 46.762.310 downloads;
    2. Velozes e Furiosos 7 (2015): 44.794.877;
    3. Vingadores: A Era de Ultron (2015): 41.594.159;
    4. Jurassic World (2015): 36.881.763;
    5. Mad Max: Estrada da Fúria (2015): 36.443.244;
    6. Sniper Americano (2014): 33.953.737;
    7. 50 Tons de Cinza (2015): 32.126.827;
    8. O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos (2014): 31.574.872;
    9. O Exterminador do Futuro: Gênesis (2015): 31.001.480;
    10. Kingsman: Serviço Secreto (2014): 30.922.987;
    11. Golpe Duplo (2015): 26.762.863;
    12. Terremoto: A Falha de San Andreas (2015): 25.883.469;
    13. Minions (2015): 23.495.140;
    14. Divertida Mente (2015): 22.734.070.

     
    A lista ainda contém alguns filmes lançados em 2014, com Interestelar encabeçando-a, o que não é diferente do que aconteceu no ano passado: O Lobo de Wall Street, lançado em 2013 foi o mais baixado. O problema é que o número de downloads aumentou muito de lá para cá: o filme de Martin Scorsese foi compartilhado pouco mais de 30 milhões de vezes, e a farofa cósmica de Christopher Nolan atingiu um número 55% maior. Mesmo Kingsman, que ficou em 10º lugar o supera em número de downloads.

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    Isso não se restringe apenas a filmes: episódios de séries também foram mais baixados nos últimos 12 meses. Vamos ver o caso de Game of Thrones, pela quarta vez seguida a produção televisiva mais baixada do ano. Em 2015 a Season Finale da 5ª temporada foi acessada por membros da Locadora 14,4 milhões de vezes. Em 2014, o final da quarta temporada teve pouco mais de 8 milhões de downloads. Isso representa um aumento de aproximadamente 80%.

    O que está acontecendo afinal? Especula-se que países como o Brasil, onde a população não dispõe de tanto dinheiro para pagar por inúmeros planos como Netflix, Crunchyroll, canais de assinatura e etc. (crise + Lei de Gérson) seja um dos motivos para o boom nos downloads. Particularmente acredito que o balde de pipoca, entre seus diversos filhotes também tem sua parcela nesse crescimento da popularidade dos torrents simplesmente por oferecer um serviço simples e prático como o oficial, com a cobrança sendo excluída da equação. Isso sem falar na mesquinharia dos estúdios, que não raramente bloqueiam suas produções regionalmente, mesmo as distribuídas de graça e obrigam quem só quer curtir um bom programa a apelar para a Locadora.

    Considerando tudo isso o cenário para 2016 não é dos melhores para a indústria: tentativas de desmantelar o balde de pipoca só acabaram por criar uma comunidade descentralizada, onde o app continua operando. Trackers fecham e reabrem em novos domínios. Sites que distribuem filmes e séries continuam aparecendo dia após dia, mesmo os com vídeos de qualidade inferior e entupidos de propaganda têm sua audiência. A pirataria é a hidra, mesmo com serviços de qualidade e preços justos não será todo mundo que migrará, enquanto existirem aqueles que não querem pagar nada para assistir seus filmes ou séries, ou desejam driblar o bloqueio daqueles que regulam a mixaria.

    Fonte: Variety.

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