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Autores querem que Suprema Corte livre a cara da Apple

União de autores e editoras dos EUA querem que Suprema Corte reveja decisão que condenou Apple por formar cartel dos e-books, e que puna a Amazon no lugar

4 anos atrás

ipad

A Apple não contava que a justiça norte-americana iria puxar seu tapete como o fez no caso do rolo que criou quando do lançamento do iPad e da plataforma iBooks, quando foi considerada culpada da acusação de formar um cartel com autores e editoras para forçar o aumento dos preços dos e-books e por tabela, prejudicar seus concorrentes.

Só que tanto a maçã quanto os donos do conteúdo não se deram por vencido ainda: um grupo de autores e editoras (e que muito certamente conta com a Apple por trás) pediram à Suprema Corte que reveja sua decisão em pnir Cupertino, alegando que ”ela não fez nada de errado”.

Todas as tentativas da Apple em rever a decisão da corte presidida pela juíza Denise Cole, que decidiu que houve uma conspiração por parte dos acusados em aumentar deliberadamente os preços dos e-books, a fim de maximizar o lucro das editoras e autores e prejudicar outras plataformas que vendem as publicações, com a Apple sendo a responsável por orquestrar tudo. Assim, com uma solução pronta (iPad + iBooks) ela se destacaria principalmente da Amazon e seus Kindles, que junto com os consumidores foram os únicos prejudicados nessa história.

A Apple insiste na tecla de que “introduziu doses de inovação no mercado e deu aos consumidores mais uma opção de escolha”, mas se esquece que uniformizou os preços e tirou a vantagem de seus concorrentes, jogando com a carta das pessoas desejarem iPads.

A alegação do grupo de autores e editoras ao apresentar sua moção à Corte é de que o foco concentrado na Apple é um engano, e que a justiça deveria não só inocentar a maçã e seus parceiros como deveria se concentrar em outro alvo: a Amazon.

De acordo com o grupo, a empresa de Jeff Bezos deveria ser investigada por suas práticas anti-competitivas passadas no que diz respeito ao Kindle, algo que a Apple teria posto por terra com o iPad: eles lembram que antes do iBooks o market share da Amazon em e-books girava em torno de 90%, e havia caído para 60% dois anos depois. Só que trocar monopólio por cartel não parece uma boa ideia.

Assim, é fato que a Amazon também pode ter feito das suas, mas isso não exime a Apple e as editoras da culpa em ter de fato conspirado contra a lojinha do Bezos e principalmente contra os consumidores, que ficaram sem opções de lojas mais baratas para comprar seus livros digitais. É quase certo que a Suprema Corte dará de ombros para a moção, ou ao menos olhará para atos passados da Amazon.

Fonte: The Bookseller.

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