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Governo de Bangladesh bloqueia Facebook, WhatsApp e Viber

Facebook, Viber e WhatsApp, entre outros serviços são bloqueados em Bangladesh; ação teria sido tomada para conter protestos da oposição

3 anos atrás

facebook

Todo mundo usa redes sociais, fato. Desde o “cidadão de bem” como diz o mala do Datena a dissidentes e revolucionários, basta lembrar da primavera árabe. Criminosos, estelionatários, espertinhos e claro, grupos terroristas também, e isso não é uma coisa que dá para controlar facilmente sem quebrar alguns ovos e a privacidade dos usuários.

O que órgãos e governos fazem então para evitar que gente que não deveria continue se comunicando? Bloqueia serviços. Foi o que aconteceu na Turquia em 2014 ao tentar banir o Twitter. Caso parecido ocorre agora em Bangladesh, em que o governo local bloqueou seis serviços por questões de segurança pública.

O ban por tempo indefinido afeta Facebook, Messenger, WhatsApp, Viber, Line e Tango. A decisão em bloquear a rede social e os apps de mensagens instantâneas foi tomada após a divulgação da sentença de dois líderes da oposição, condenados à forca por crimes de guerra durante o conflito pela independência do país em 1971. Sem direito à apelação, aliás. Ali Ahsan Mohammad Mujahid e Salahuddin Quader Chowdhury foram executados dois dias atrás.

O governo de Bangladesh argumenta que o bloqueio dos apps se deu por causa do uso deles por criminosos, a fim de manter contatos e coordenar suas ações. O problema foi o timing da decisão logo após a sentença ser anunciada, pouco antes das execuções. Ativistas dizem que o ban se deu única e exclusivamente para tentar calar a boca da oposição, como forma de minimizar seus protestos na internet e evitar que organizem uma revolta.

Como sempre a internet dá seu jeito. Ativistas estão utilizando o Twitter (que por enquanto escapou do banhammer) para ensinar aos usuários como utilizar o Tor e VPNs para contornar o bloqueio nos serviços. Alguns serviços ainda funcionam razoavelmente, isso porque alguns provedores de acesso não sabem como implementar a ordem (ou deram uma de João-sem-braço). E nem é essa a primeira vez: em 2010 o governo bloqueou o Facebook temporariamente por divulgar charges de Maomé, algo que “ofendia a maioria islâmica do país”.

Vamos ver quanto tempo vai durar isso, se bem que com as ferramentas certas a população nem vai se incomodar e continuará usando suas redes sociais normalmente.

Fonte: Engadget.


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