Google quer transformar o YouTube em um novo Netflix?

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O YouTube pode ser a maior plataforma de streaming do mercado, mas ela é também uma fonte de problemas para o Google: além de ter de lidar com gravadoras e donos de direitos autorais (ainda que ela faça o que dá na telha) o serviço não dá lucro; ele mal se paga e olhe lá. É por isso que Mountain View se recusa a pagar royalties por execução de vídeos a quem quer que seja.

Com a proposta do serviço de assinatura que o YouTube vem ensaiando para pôr no ar as coisas mudariam um pouco. A proposta inicial dizia eliminar propagandas e permitir a execução dos vídeos com a tela desligada em dispositivos mobile, mas ao que tudo indica o Google que transformar a plataforma num serviço de streaming com material exclusivo, como o Netflix e similares.

Amanhã, dia 21 de outubro será realizado um evento especial em Hill Valley Los Angeles em que algumas novidades serão reveladas. Uma delas diria respeito ao investimento feito pelo Google nos últimos tempos em seus maiores canais, injetando grana para que os YouTubers mais populares criassem conteúdo relevante, ao invés de migrarem para outros canais.

Embora nada esteja confirmado, fontes apontam que a intenção do YouTube é colocar parte desse conteúdo original atrás do paywall do serviço de assinatura, e mais: grandes companhias de mídia como Warner, Fox Sports, A+E Networks, Comcast e NBC, entre outras teriam assinado contratos para fornecer parte de suas programações exclusivas, disponibilizando-as no serviço pago. A Disney ainda estaria negociando, outras não aceitaram os termos porque se julgaram mais importantes que os YouTubers e por causa disso, queriam mais dinheiro — o Google pelo visto vai usar a mesma medida com todos.

Não se sabe como será o formato e nem quanto ele custará, mas há algum tempo circulam informações de que os YouTubers não têm escolha a não ser aderir ao programa, ainda que ele divida uma fatia do lucro com os donos do conteúdo; caso se recusem não só seriam impedidos de monetizar novos vídeos como todo seu portfólio seria marcado como privado, deixando de lucrar mesmo na versão gratuita. Enfim, amanhã saberemos o que o YouTube tem em mente para fazer uma graninha extra e por tabela concorrer com Netflix e cia.

Fontes: Wall Street Journal e re/code.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Profissional de TI auto-didata, blogueiro que acha que é jornalista e careca por opção. Autor do Meio Bit e Portal Deviante, podcaster/membro fundador/Mestre Ancião do SciCast e host/podcaster do Sala da Justiça.

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