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Justiça decide que processadores da Apple violam patentes de universidade

Apple teria infringindo patente de Universidade da Wiscosin com seus processadores A7, A8 e A8X; empresa pode ser mutlada em até US$ 862 milhões

4 anos atrás

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Esta não parece ser uma boa semana para a Apple. Acostumada a ser alvo de patent trolls o tempo todo, enfrentar processos por acusações de roubo de tecnologia é comum não só a ela como a várias empresas do setor, isso quando grandes companhias não se estranham; vide a própria e a Samsung.

Só que desta vez ela se deu mal: a justiça considerou a Apple culpada por ter absorvido sem pedir permissão ou pagar os direitos devidos tecnologia desenvolvida pela Universidade de Wiscosin, e incorporá-la a sua linha de processadores de dispositivos mobile.

O rolo diz respeito a uma patente registrada pela universidade em 1998, referente a um método de aumenta a eficiência dos chips. A fundação de pesquisa da universidade deu entrada no processo em 2014, alegando que a Apple incorporou a tecnologia nos processadores A7, A8 e A8X, que equipam os iPhones 5S, 6 e 6 Plus, os iPads Air e Air 2 e os iPads mini 2 e mini 3.

Desde o início do rolo, como era de se esperar a Apple jura de pés juntos que não roubou tecnologia nenhuma, e ainda tentou argumentar dizendo que a patente registrada por um time de pesquisas de uma universidade era inválida. Com base nesse argumento Cupertino pedir para que o escritório de patentes dos EUA reavaliasse a patente em questão, mas desta vez o Campo de Distorção da Realidadetm não funcionou, e sua requisição foi sumariamente negada.

A sentença ainda será definida, mas o juiz do caso William Conley já adiantou que a multa que a Apple deverá pagar pode chegar a US$ 862 milhões (R$ 3,3 bilhões em valores de hoje, 15/10/2015). E como nada é tão ruim que não pode piorar, a Universidade de Wiscosin possui outro processo aberto com a mesma alegação, desta vez mirando nos processadores A9 e A9X, presentes nos iPhones 6s e 6s Plus e no iPad Pro.

O que vai acontecer: é certo que a Apple vai insistir que não copiou nada e que “sempre inova”, batendo na tecla que a tal patente não tem valor. Mas como aparentemente todas as evidências dizem o contrário, ou a maçã vai ter que morrer em alguns trocados ou fazer um acordo fora dos tribunais. Algo como pagar para usar a licença, o que deveria ter feito desde o início.

Fonte: Reuters.

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