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GameStop diz que jogos em mídia física nunca desaparecerão

Para maior rede de lojas especializada em games dos Estados Unidos, as vendas físicas nunca deixarão de existir. Será que eles conseguirão remar por muito tempo contra a maré da distribuição digital?

4 anos e meio atrás

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Apesar de eu continuar adorando os jogos vendidos em mídia física por gostar da ideia de ter total controle sobre aquilo que comprei e por adorar vê-los na minha prateleira, cada vez menos tenho os adquirido desta maneira. Dólar em valores exorbitantes, facilidade de compra e principalmente, promoções que jogam o preço dos games lá embaixo são fatores que tem feito com que eu prefira a distribuição digital.

Essa mudança de postura é algo que tem se tornado muito comum, com vários jogadores admitindo terem aderido à compra desta maneira, mas para o CEO da GameStop, a maior rede de games dos Estados Unidos, os jogos em mídia física nunca deixarão de existir.

Jogos em disco estarão por aqui para sempre,” defendeu Paul Raines. “O mercado tem visto as vendas físicas de música caírem 50% e as vendas físicas de filmes diminuírem 60%, mas mesmo em um cenário apocalíptico, os jogos em disco continuarão por um longo tempo. Eu vejo um negócio complementar onde venderemos discos além de downloads, como no atual modo de consoles.

Repare que primeiro o sujeito fala em “para sempre” e depois em “por muito tempo”, mas independentemente de até quando teremos a oportunidade de adquirir jogos fisicamente, é evidente a preocupação de lojas como a GameStop. Sim, eles poderão continuar vendendo códigos que nos deem acesso a conteúdo por download, mas eu tenho quase certeza que esse negócio só se sustenta atualmente porque alguns jogadores vão a esses locais para comprarem os títulos em caixinha e acabam levando um ou outro cartão que esteja nas prateleiras, não o contrário.

Como muitas pessoas tem defendido, talvez as vendas físicas continuem existindo para abastecer os colecionadores, pessoas que estejam dispostas a pagar um pouco mais caro por edições especiais de seus títulos favoritos e/ou que façam questão de ter as caixinhas dos jogos na estante, mas acredito que hoje não chega a ser absurdo pensarmos que a distribuição digital realmente veio para ficar.

Talvez a pá de cal sobre o caixão da venda física seja jogada quando os próximos consoles chegarem ao mercado, já que eles poderão vir sem drives ópticos — o que por sinal uma patente sugere que a Nintendo estaria estudando — e se isso realmente acontecer, você lamentará o fato de não poder mais tirar um jogo novo da embalagem, de folhear um manual (o que já virou raridade) ou poder trocar/vender aquele título que não te agrada mais?

Fonte: Fortune.

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